Em comunicado, a Federação
Nacional de Professores (Fenprof) lamenta que o OE2020 não reflita um
maior investimento no setor da educação, que vai continuar a ter muitos
problemas por resolver em 2020. “Esta área
mantém-se financeiramente estagnada, após uma década em que o
financiamento público foi reduzido em 12%”, lê-se no comunicado.Além
da falta de reforço dos orçamentos das escolas, a Fenprof aponta a
forma como o orçamento continua a ignorar os professores, nomeadamente
no que respeita à contabilização do tempo de serviço e outros problemas
de carreira, o sistema de aposentações, os “abusos e ilegalidades” nos
horários de trabalho e a questão dos salários. “No
que respeita aos salários, os professores, tal como os restantes
trabalhadores da Administração Pública, repudiam a provocação dos 0,3%,
pois esta ‘atualização’, depois de 10 anos em que o poder de compra se
desvalorizou mais de 16%, provocará uma nova desvalorização”, afirma. A
par da greve nacional, a Fenprof convocou para o mesmo dia uma
manifestação, juntando-se ao protesto da Administração Pública em
Lisboa. Ainda antes, a federação vai
realizar um cordão humano em frente da Assembleia da República, em 17 de
janeiro, ao mesmo tempo que o ministro da Educação, Tiago Brandão
Rodrigues, é ouvido no parlamento, no âmbito da discussão na
especialidade do Orçamento do Estado. O OE2020 é hoje votado na generalidade e segue para apreciação na especialidade até ao dia 06 de fevereiro.