Federação trabalha para passar torneio à categoria de Grand Slam em 2024
30 de jan. de 2023, 10:03
— Lusa/AO Online
A continuidade do
Grand Prix de Portugal está assegurada, uma vez que o contrato celebrado
entre a FPR e a International Judo Federation (IJF) prevê a realização
de quatro provas em Portugal, adiantou o dirigente, mas a
“possibilidade” de passar a Grand Slam “mantém-se de pé”.“Estamos a trabalhar para que o próximo Grand Prix de Portugal seja, eventualmente, um Grand Slam”, confirmou Sérgio Pina.O
dirigente lembrou, no entanto, que “as coisas estão contratualizadas de
uma maneira”, mas frisou que Jorge Fernandes, presidente destituído das
funções, mas que se apresenta novamente a eleições, em fevereiro, tem
“feito algumas diligências do ponto de vista a que isso aconteça”.“Não
vai ser fácil, mas será um dos objetivos esta prova passar para o
patamar seguinte e justificar a eventualidade de sair deste pavilhão
[Complexo Municipal dos Desportos Cidade de Almada]. Neste momento são
tudo conjeturas que o tempo poderá confirmar ou não”, ressalvou.A
destituição do atual presidente, de resto, não tem implicações nessa
intenção da FPJ, “constituída por um conjunto de colaboradores” sem os
quais, provavelmente, “esta prova não poderia ser feita”.“Dos contactos que temos tido com as mais altas individualidades da IJF, não tenho essa sensibilidade”, assumiu Sérgio Pina.O
Grand Prix de Portugal 2023 contou com a participação de “544 atletas
de 81 países”, em Almada, mas a confirmar-se a passagem à categoria de
Grand Slam terá, muito provavelmente, de procurar novas instalações.“Tudo
indica que, se o número de atletas e países participantes aumentar,
teremos de ir para um pavilhão maior e quem sabe se não termos de voltar
ao Altice Arena [em Lisboa], que é o único pavilhão que consegue que
uma prova desta dimensão seja feita”, esclareceu o dirigente.O
Grand Prix de Portugal decorreu ao longo de três dias no Complexo
Municipal dos Desportos Cidade de Almada, ao longo de três dias, e
terminou hoje com um balanço de três medalhas para Portugal, duas de
ouro, conquistadas por Bárbara Timo (-63 kg) e Patrícia Sampaio (-78
kg), e uma de prata, conquistada por Rochelle Nunes (+78 kg).Um
“balanço positivíssimo”, frisou Sérgio Pina, numa prova onde os 39
judocas portugueses “cumpriram” e na qual alguns estiveram “só para
participar e sentir como é o ambiente de um Grand Prix”.Os
Grand Slam e Grand Prix de judo são ambos torneios internacionais do
calendário da IJF World Tour onde os judocas obtêm pontos de ‘ranking’
para a participação em competições como os Jogos Olímpicos, o Campeonato
do Mundo ou o World Masters.No entanto, os torneios da categoria Grand Slam atribuem mais pontos de classificação para o ‘ranking’.