Federação quer punições para desobediência às autoridades em eventos desportivos na via pública
Volta
Hoje 11:47
— Lusa/AO Online
Na
conferência de imprensa de balanço à corrida, ensombrada pela morte de
Finlay Tarling, ciclista britânico de 19 anos que representava a NSN
Development Team e que colidiu com um veículo alheio à caravana na
sexta-feira, em Ponte de Lima, na oitava e antepenúltima etapa, o
presidente da FPC realçou que o organismo está a equacionar a proposta.“Estamos
a pensar fazer uma proposta para que o Código da Estrada possa ter uma
punição para quem não obedece a uma autoridade, para sensibilizarmos os
automobilistas que, quando há desporto na via pública, a segurança é
primordial”, disse Cândido Barbosa, no átrio da Câmara Municipal do
Porto, após a conclusão da 10.ª e última etapa da prova, na Avenida dos
Aliados.O responsável federativo defendeu
que a GNR, responsável pela sinalização da corrida, sob a orientação do
responsável do destacamento eventual de trânsito, Tiago Machado, fez “um
excelente trabalho”, pese a fatalidade, e reiterou que a força de
segurança prossegue “as averiguações do incidente que vitimou
mortalmente Tarling.Para Cândido Barbosa,
as forças de segurança e a empresa espanhola Emesports, liderada pelo
espanhol Ezequiel Mosquera, diretor da prova, organizaram “tudo na
perfeição” aquilo que era “controlável”, destacando a forma como se
impediu que o público colocasse em risco os ciclistas durante a descida
do Monte Farinha, na etapa de sábado, que culminou no alto da Senhora da
Graça.“Naturalmente que a segurança tem
vindo a ser trabalhada pela União Ciclista Internacional na última
década. É notável o trabalho feito: todos os avisos, todas as bandeiras,
todas as sinalizações. É difícil controlar 1.500 quilómetros de prova,
mas estamos disponíveis para reforçar a segurança”, disse.O
dirigente federativo promete “mais trabalho e mais dedicação” para
garantir uma melhor organização na edição de 2027, aquela em que a Volta
assinala o centenário, reconhece que uma comunicação mais forte com as
populações, em articulação com os poderes de proximidade, pode aumentar a
segurança e vinca que a avaliação positiva à organização por parte do
colégio de comissários da corrida.“O
senhor presidente deu nota máxima à Volta a Portugal em todos os
aspetos, mas referiu que houve um incidente que vai ser referenciado no
relatório. Não vamos dizer o contrário, porque houve um acidente e uma
fatalidade de uma morte”, acrescenta.