Federação de Sindicatos acusa Governo açoriano de querer impor serviços mínimos
Greve Geral
Hoje 15:26
— Lusa/AO Online
“Os serviços
regionais responsáveis pelas relações de trabalho, da Região Autónoma
dos Açores, numa manifesta decisão ilegal, estão a tentar impor a
fixação de serviços mínimos, que vão para além do que a FNSTFPS propõe
no Aviso Prévio de Greve para a greve geral de 03 de junho e não
contestados pelos hospitais EPE, sediados na região”, refere hoje a
federação em comunicado enviado à agência Lusa.Segundo
a nota, de forma “manifestamente extemporânea e abusiva”, a Secretaria
Regional da Juventude, Habitação e Emprego “marcou uma reunião para esta
Federação e os hospitais, EPE, para a obtenção de um eventual acordo
sobre os serviços mínimos a cumprir, quando aquelas unidades
hospitalares, em tempo útil, não se pronunciaram, porque não quiseram,
expressamente contra aqueles que foram propostos pela FNSTFPS”.Para
a FNSTFPS, “não cabia à Secretaria Regional da Juventude, Habitação e
Emprego, promover qualquer reunião para o efeito, tentando subverter a
vontade das partes e violando um direito fundamental - o direito à
greve”.A federação nacional sindical
considera que os serviços mínimos definidos no Aviso Prévio de Greve
oportunamente divulgado “são aqueles que obrigatoriamente terão de ser
cumpridos, nas condições ali estipuladas", e exige que o Governo
Regional dos Açores “proceda de acordo com o que a lei impõe”.A
CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra as
alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem
terminado sem acordo.O Governo aprovou na
semana passada em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da
lei laboral, que será discutida no parlamento.O
anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança
Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana
depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as
alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.