Federação das Pescas dos Açores quer embarcações de pesca lúdica vigiadas
26 de set. de 2019, 19:00
— Lusa/AO Online
“Como
esta norma é aplicada em exclusivo à pesca profissional, a FPA entende
que a nossa atividade voltou a ser negativamente discriminada. O
problema da escassez de recursos marinhos deve-se, maioritariamente, às
práticas ilegais na pesca, que condicionam a sua gestão responsável e
não permitem uma real avaliação dos ‘stocks’”, avançou a federação, em
comunicado de imprensa.Até dezembro de
2019, todas as embarcações da frota de pesca profissional dos Açores
licenciadas para o uso da arte de palangre “terão de estar equipadas com
o Sistema de Monitorização Contínua (VMS) ou com o Sistema de
Localização Contínua (AIS)”, caso contrário perderão a licença a partir
de 1 de janeiro de 2020. A federação
concorda com esta medida, dada a importância destes equipamentos “na
monitorização e fiscalização através do movimento das embarcações,
permitindo que as autoridades desempenhem a sua atividade com maior
eficácia”, mas “não aceita que apenas as embarcações de pesca
profissional sejam controladas” e defende que o sinal seja transmitido
em “circuito fechado”.“A FPA defende que
este equipamento deve transmitir o seu sinal em circuito fechado, do
qual só tenham acesso à informação as entidades fiscalizadoras e que a
sua instalação se estenda também às embarcações de pesca lúdica”, lê-se
no comunicado.