Federação das Pescas dos Açores nega intervenção de pescadores na morte de tubarão em Rabo de Peixe
Hoje 15:14
— Lusa/AO Online
A FPA, em comunicado, referiu
que as imagens divulgadas, “evidenciando atos de violência sobre o
animal”, são “profundamente lamentáveis e merecem a mais veemente
condenação”.No dia 30 de abril, o
PAN/Açores manifestou o seu “veementemente repúdio” pela “violenta
morte” de um tubarão no porto de pesca da freguesia de Rabo Peixe, na
ilha de São Miguel, que afirma ter sido transmitida através de um vídeo.A ONG Animal participou, entretanto, ao Ministério Público a morte do tubarão no porto de Rabo de Peixe, anunciou a organização.A
Federação das Pescas dos Açores assegurou que os pescadores
açorianos “não praticam, nem compactuam com atos de maus-tratos ou
mutilação de animais”.“Estas atitudes
violam a legislação em vigor e são incompatíveis com as boas práticas
que norteiam o setor, no âmbito do princípio de pesca responsável. É
falso que o animal tenha sido capturado em alto-mar e, posteriormente,
transportado para terra por pescadores da região, até porque caso o
tivesse sido, muito dificilmente chegaria vivo a terra”, acrescentou a
FPA.De acordo com a FPA, o tubarão
encontrava-se “há vários dias a circular no interior do porto de Rabo de
Peixe, tendo sido recolhido nesse local, facto comprovado pelas imagens
divulgadas”.“A FPA adianta que “o tubarão
com cerca de três metros foi recolhido por um grupo de indivíduos que
não são pescadores profissionais, ainda que nada justifique os atos que
se seguiram”.A organização considera “incorreta e irresponsável a associação destes comportamentos à classe piscatória”. O
exemplar em causa “não pertence à espécie mako (Isurus oxyrinchus),
mais conhecido por rinquim, mas sim à espécie conhecida como
tubarão-areia do género Odontaspis”, sendo que a espécie “não tem nenhum
estatuto de conservação para os Açores”.Segundo
a FPA, “existem apenas 18 ocorrências documentadas desde 1991 na
região, sendo a sua captura sempre de natureza acidental/pesca
acessória”.A FPA solicitou às autoridades a
“célere investigação dos factos, a responsabilização dos eventuais
envolvidos e a reposição da verdade, salvaguardando o bom nome dos
pescadores açorianos, cuja atividade assenta em elevados padrões de
responsabilidade, legalidade e sustentabilidade”.