Federação congratula-se com aprovação do Estatuto Social do Bombeiro Voluntário dos Açores
16 de out. de 2024, 12:00
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, a FBRAA considera que o
documento aprovado na terça-feira pelo parlamento açoriano irá promover
“uma maior atração para a ingressão de novos elementos nos corpos de
bombeiros”.“Destacamos a possibilidade de
um bombeiro na região poder requerer a reforma aos 61 anos e quatro
meses, sem ter que desembolsar do seu próprio bolso os valores devidos à
Segurança Social, ficando a Liga de Bombeiros Portugueses responsável
por 50% desse valor e o Governo Regional dos Açores pelos restantes 50%.
Assim, permite-se que um bombeiro possa usufruir da sua reforma em
período antecipado sem penalidades”, refere o organismo presidido por
Braia Ferreira.A FBRAA destaca ainda “um
apoio anual aos bombeiros após atingirem as 200 horas de voluntariado no
valor de 50% da remuneração garantida regional em vigor nesse ano, algo
que até aos dias de hoje não acontecia”.O
projeto discutido e aprovado pela Assembleia Legislativa Regional
contou com os contributos da FBRAA e de outras entidades do setor, pelo
que, para esta entidade, “se torna um documento consensual e mais
completo”.“Não será para nós um documento
perfeito, mas é um passo muito significativo, se não mesmo histórico,
pois aumenta consideravelmente os benefícios dos nossos bombeiros
açorianos”, acrescenta a federação.A
Assembleia Legislativa dos Açores aprovou por unanimidade
as alterações apresentadas pelo Governo Regional ao Estatuto Social do
Bombeiro, que preveem a atribuição de um apoio anual a quem cumprir 200
horas de voluntariado.Foi também aprovada
uma proposta de alteração do PS para que os bombeiros voluntários dos
quadros de comando e ativo tenham "direito ao reembolso de 50% das
despesas suportadas com centros de atividades de tempos livres”, que
mereceu os votos contra de PSD, CDS-PP e PPM.Foram
igualmente aprovadas propostas de alteração do BE para estabelecer a
escolaridade obrigatória no acesso à carreira e para clarificar o mês de
atribuição do apoio ao voluntariado, que, após consenso entre os
partidos, ficou definido em dezembro.Antes
do diploma sobre o Estatuto Social dos Bombeiros, o parlamento açoriano
reprovou um projeto de decreto legislativo do PAN para criar o Estatuto
dos Bombeiros Profissionais da Região Autónoma dos Açores, com os votos
contra de PSD, CDS-PP, PPM e a abstenção do PS (Chega, BE, IL e PAN
votaram a favor).Sobre a iniciativa do
PAN, a FBRAA salienta que “não é contra a profissionalização dos
bombeiros da primeira intervenção”, embora considere “que se mostra
necessário um debate sério sobre o sistema de socorro na Região Autónoma
dos Açores”.“É fundamental, inclusive,
que esse debate se inicie com urgência e se evolua, devendo passar pela
profissionalização da primeira intervenção e pela manutenção do
voluntariado em regime de complemento”, defende.Se
a proposta do PAN tivesse sido aprovada, “teria uma única consequência:
o colapso do atual sistema de socorro dos Açores”, considera.Por
outro lado, o organismo representativo das associações de bombeiros nos
Açores regista “com agrado uma proposta feita no plenário, nomeadamente
a criação de uma Equipa Especializada para a Proteção Civil, que tem
como objetivo estudar o atual sistema e fazer a sua evolução”.“Para
isso, alertamos que a existir esta equipa, deverão ser chamadas as
Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários dos Açores, o Governo
Regional dos Açores, os 19 Municípios da Região Autónoma dos Açores, os
parceiros sociais, os sindicatos e associações profissionais do setor,
bem como, a sociedade civil com ligações ao setor”, acrescenta.