Federação belga rejeita apoio a recandidatura de Infantino a presidente da FIFA
Hoje 10:11
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a RBFA afirmou esperar, em linha com a UEFA, respostas claras sobre o processo de decisão relativo ao projeto, entretanto abandonado, de criar uma empresa para gerir as receitas do Mundial e permitir a entrada de investidores privados.A RBFA exigiu ainda "total transparência e explicações claras" sobre o cartão vermelho mostrado ao internacional norte-americano Folarin Balogun durante o Mundial disputado nos Estados Unidos.Balogun foi expulso no encontro dos 16 avos de final frente à Bósnia-Herzegovina, mas viu a suspensão para o jogo seguinte, frente à Bélgica, ser anulada após uma intervenção do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, junto de Infantino."Dois meses após os acontecimentos, constatamos que as nossas perguntas permanecem sem resposta até hoje", afirmou a presidente da federação belga, Pascale Van Damme.A dirigente solicitou, por isso, que o caso Balogun seja incluído na agenda da próxima reunião do Conselho da FIFA, marcada para 15 de outubro.A federação belga junta-se assim a outros organismos europeus, como a Suécia, a Escócia e a Itália, que também manifestaram reservas ou retiraram o apoio ao dirigente ítalo-suíço.Gianni Infantino, que lidera a FIFA desde 2016, confirmou no domingo a intenção de concorrer a um novo mandato nas eleições previstas para março de 2027, sendo para já o único candidato formalmente declarado.O dirigente tem enfrentado fortes críticas de vários setores do futebol internacional devido a opções de governação marcadas pela falta de auscultação prévia, com destaque para a polémica iniciativa de canalizar as receitas das competições, entre elas o Mundial, para uma nova empresa comercial aberta a investidores privados, sem consulta prévia das federações nacionais.Embora Infantino tenha acabado por recuar e abandonar o projeto na sequência da contestação generalizada, o retrocesso revelou-se insuficiente para apaziguar o mal-estar e encerrar o clima de crispação em redor da sua continuidade à frente dos destinos do organismo que tutela o futebol mundial.