Famílias que regressam voluntariamente dos EUA e Canadá com integração facilitada
11 de jun. de 2025, 16:28
— Lusa/AO Online
Segundo
o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo
Estêvão, até ao momento regressaram à região cerca de 30 famílias, mas o
regresso voluntário deverá continuar, pois existe a informação de que
“muitas famílias esperaram para o final do ano letivo”, para não
perturbarem o percurso escolar das crianças.“Este
regresso [de famílias açorianas] é um regresso organizado. O que
significa que já têm habitação, têm oportunidade, muitos deles, de
vender os seus bens nos Estados Unidos e adquirir aqui e, portanto, este
regresso voluntário das famílias é um regresso organizado e a
integração, assim, é mais fácil porque não têm os problemas de quem é
deportado e depois com todo o conjunto de inconvenientes”, disse Paulo
Estêvão.O governante falava aos
jornalistas, em Ponta Delgada, no final de uma reunião com o conselho
executivo da Escola Básica Integrada Roberto Ivens, sobre integração de
alunos provenientes dos Estados Unidos da América (EUA) e do Canadá.“Estamos
a contar com a colaboração das instituições que são dirigidas por
açorianos e que trabalham junto da comunidade açoriana”, afirmou Paulo
Estêvão.Além disso, acrescentou, os
protocolos de colaboração entre a administração regional e estas
instituições nos Estados Unidos, no Canadá e na Bermuda são muito
importantes, já que permitem que os Açores recebam “com muita
antecedência a informação do regresso das famílias”.“Podemos
preocupar-nos e preparar tudo para com muitos momentos de antecedência
preparar a sua integração nas nossas escolas e também no nosso tecido
económico”, salientou.Quanto às motivações das famílias que regressaram voluntariamente à região são diferentes.“No
caso dos Estados Unidos, a política migratória, nos casos do Canadá,
realmente as dificuldades financeiras que o país enfrenta e o aumento do
custo de vida que afeta a comunidade açoriana”, adiantou.Relativamente
ao número de deportações dos EUA e do Canadá, Paulo Estevão referiu que
se mantêm os “números residuais” conhecidos, ou seja, em meio ano
ocorreram cinco deportações (três do Canadá e duas dos EUA), o que
“segue a tendência anterior”.O secretário
regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades do executivo açoriano
de coligação PSD/CDS-PP/PPM referiu ainda que desde 2021 as deportações
do Canadá superam as deportações provenientes dos Estados Unidos e, por
isso, essa tendência mantém-se. “O que
significa que estes processos de fiscalização [nos EUA] não estão a ser
dirigidos à comunidade portuguesa, estão a ser dirigidos à comunidade
hispânica e, portanto, em relação à comunidade portuguesa, não está a
afetar esta administração, para além dos números que já se conheciam”,
observou.Paulo Estevão revelou também que
este ano a região deve atingir o número de 9.000 estrangeiros
residentes, sendo que na escola que hoje visitou em Ponta Delgada
estudam quase seis dezenas de alunos de 15 nacionalidades diferentes e a
sua integração é “muito boa”.A
vice-presidente do conselho executivo da Escola Básica Integrada Roberto
Ivens Helena Sousa referiu aos jornalistas que o estabelecimento de
ensino tem cerca de 50 alunos estrangeiros e que a integração de quatro
alunos oriundos dos EUA e do Canadá “está a ser bem feita".“Como
têm sido poucos [alunos nessa situação], a integração, até agora, tem
sido tranquila”, disse a dirigente da escola que tem 1.300 alunos.