Famílias desalojadas por incêndio no Faial ainda não regressaram a casa
17 de dez. de 2020, 18:26
— Lusa/AO Online
"Há uma investigação
policial que está ainda a decorrer. Enquanto essa investigação estiver a
decorrer, não é possível as pessoas voltarem a casa, mas está a ser
assegurado pela Ação Social e pelo Governo [Regional] o pagamento das
despesas com a estadia dessas famílias", disse à Lusa José Leonardo
Silva, presidente do único município da ilha do Faial.Segundo
o autarca, só na sexta-feira essa investigação, que está a ser
coordenada pela Polícia Judiciária, deverá estar concluída, para que os
técnicos do município e do Governo Regional possam depois efetuar a
vistoria ao edifício."Tenho de salientar,
contudo, que no decorrer deste processo quem quis deslocar-se às suas
habitações, para ir buscar medicamentos ou outros bens de primeira
necessidade, pôde fazê-lo, acompanhado de uma assistente social e um
agente da PSP", lembrou o autarca.Um
incêndio que deflagrou ao início da noite de terça-feira num bloco de
apartamentos, no centro da cidade da Horta, provocou uma morte e 10
feridos ligeiros, devido à inalação de fumos, deixando desalojadas 10
famílias, num total de 30 pessoas.O bloco
de apartamentos onde o incêndio deflagrou foi construído há pouco mais
de uma década, para albergar alguns dos sinistrados do terramoto de 1998
na ilha do Faial.