Família espera quase 12 horas pela recolha de corpo após morte em casa

19 de jan. de 2024, 06:04 — Ana Carvalho Melo

Um homem de 47 anos morreu na quarta-feira em casa, na Ajuda da Bretanha, tendo a família ficado quase 12 horas a aguardar a recolha do corpo.Segundo apurou o Açoriano Oriental, o homem, que vivia no  Ajuda da Bretanha, sentiu-se mal na quarta-feira cerca das 10h30, quando se encontrava na cozinha da casa onde vivia com os pais idosos vindo a cair desfalecido.Após esta situação a família chamou os bombeiros que acorreram ao local, acompanhados por uma viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV), que ainda tentaram a reanimação mas sem sucesso. Na sequência, foi comunicado o falecimento à Polícia de Segurança Pública, o que terá ocorrido por volta das 12h30.  A polícia chegou ao local por volta das 14h00, numa viagem que, normalmente, desde Ponta Delgada, leva cerca de 40 minutos. Contudo, o tempo foi prolongado devido a um acidente rodoviário em Santo António que condicionou o trânsito.Posteriormente foi solicitada a intervenção da delegada de saúde, que chegou ao local pelas 17h00, para analisar o corpo. Sendo que só pelas 22h00 é que o corpo foi recolhido do local.Toda esta situação, e em especial a demora, afetou bastante a família , sobretudo porque o falecido morava com os pais idosos, de 86 e 78 anos,  que tiveram de presenciar todo este processo. “É uma casa pequena, em plano aberto, pelo que o corpo ficou exposto no local onde caiu até perto das 10 da noite. Foi uma falta de respeito para a família e sobretudo para os pais que tiveram o corpo ali deitado. É traumatizante”, descreve um familiar do falecido, que denunciou a situação.  “Foi um trauma não só presenciar um filho a ter um ataque, como ter depois o corpo ali exposto o dia todo”, acrescenta, lembrando que atualmente este era o cuidador dos pais idosos.Contactado pelo Açoriano Oriental sobre esta situação, o Ministério Público  informou que o óbito foi lhe comunicado telefonicamente  às 17h43 do dia de quarta-feira e que na sequência dessa comunicação se inteirou das circunstâncias da morte, estabeleceu contacto com a delgada de saúde presente no local e determinou de imediato o encaminhamento do cadáver para o Gabinete Médico-Legal para a realização de autópsia.Também foi contactada a Delegação de Saúde de Ponta Delgada, mas até à hora do fecho não obtivemos resposta.