Daniel Ramos justificou a derrota em Tondela (2-0) com uma questão de
eficácia: os beirões tiveram-na e os açorianos não. A terceira derrota
da temporada - a segunda fora de portas - fez o Santa Clara cair para o
8.º lugar, com 10 pontos, à espera do que vão fazer Paços de Ferreira e
Moreirense, quando acertarem o calendário da 7.ª jornada.Em Tondela,
o Santa Clara rematou 16 vezes, 5 delas à baliza defendida por Niasse,
mas não conseguiu concretizar nenhuma das ocasiões flagrantes, deitando
por terra o que o treinador considerou de uma boa primeira parte dos
seus jogadores.“Cinco oportunidades de golo na primeira parte,
faltou marcar primeiro, que é importantíssimo marcar primeiro, até pela
instabilidade do último resultado do Tondela, merecíamos termos
concretizado primeiro e tudo seria diferente. [Na primeira parte] Os 30
minutos muito bons do Santa Clara, há oportunidades claras para ficar na
frente do resultado”, explicou, na conferência de imprensa.Daniel
Ramos deu mérito ao adversário, que foi “eficaz a criar” mas na análise à
sua equipa, o treinador considera que “fundamentalmente hoje [sábado]
faltou-nos eficácia dentro daquilo que produzimos e faltou-nos mais
eficácia para, pelo menos, das sete oportunidades, pelo menos, e no
mínimo que tivemos no jogo, não concretizámos nenhum”.Daí que o
treinador dos açorianos tenha recorrido ao chavão “quem não marca
sofre”, que, considera, afetou psicologicamente a equipa. “A equipa
sentiu-se, isso eu acredito que sentimos. Ao intervalo era um sentimento
de injustiça e agora no final era um sentimento de .. faltou-nos um
bocadinho de estrelinha no jogo, de maior capacidade de discernimento na
hora de finalizar”.A atitude mais passiva do Tondela, não apostando
na pressão alta que tinha marcado os jogos anteriores dos beirões
surpreendeu o Santa Clara. Mas apenas aí, pois para Daniel Ramos, o
Tondela “é uma equipa que tem valor e hoje [sábado] conseguiu ser mais
competente que noutros jogos”.