Facebook, Google, TikTok e Twitter comprometem-se a combater “pandemia de abusos” contra mulheres
1 de jul. de 2021, 12:30
— Lusa/AO online
Os
compromissos vão ser formalmente anunciados esta tarde durante o Fórum
de Igualdade de Geração das Nações Unidas, em Paris, após uma iniciativa
liderada pela Web Foundation, reunindo especialistas de empresas de
tecnologia, governo, sociedade civil e mulheres vítimas de intimidação
na Internet de 35 países.A
ativista moçambicana Graça Machel é uma das centenas de mulheres
signatárias de uma carta exortando os responsáveis destas empresas a
concretizar as promessas feitas, juntamente com as atrizes Emma Watson,
Ashley Judd e Thandiwe Newton, as políticas Michelle Bachelet e Mary
Robinson, a cantora Annie Lenox e a antiga tenista Billie Jean King,
entre outras. Na
carta, condenam esta "pandemia de abusos 'online' contra mulheres e
raparigas” que consideram "uma das maiores barreiras à igualdade de
género”, discriminando sobretudo mulheres não brancas ou da comunidade
LGBTQ+."A
escala do problema é enorme: 38% das mulheres em todo o mundo já
sofreram diretamente assédios 'online'. Esse número sobe para 45% para
as gerações Z e Y” [nascidas desde os anos 1981 e 2012], afirmam,
alertando para “consequências devastadoras". Como
prioridades, identificam a necessidade de dar maior controlo aos
utilizadores das plataformas sobre quem pode interagir com eles nas
redes sociais e melhores sistemas para a denúncia de práticas de
assédio. Para
a diretora de questões políticas da Web Foundation, Azmina Dhrodia,
muitas mulheres são "perseguidas, atacadas e, posteriormente,
silenciadas” na Internet, mas, juntas, Facebook, Google, TikTok e
Twitter podem "melhorar as experiências online de centenas de milhões de
mulheres e meninas”. A
organização não-governamental Web Foundation foi fundada pelo chamado
“inventor” da Internet, o cientista britânico Tim Berners Lee.