Extinção da Companha teve impacto nulo na conserveira açoriana Santa Catarina
13 de set. de 2018, 08:20
— Lusa/AO Online
Rogério Veiros
garantiu que a extinção da Companha, empresa que geria uma frota de três
embarcações e que tinha sido alvo de um processo de fusão com a
conserveira Santa Catarina em 2013, não teve impacto nas contas da
empresa-mãe, já que “todos os encargos que a Companha teve ao longo
destes anos foram sendo assumidos ano após ano pela Santa Catarina”.O
responsável da conserveira falava aos jornalistas após ser ouvido na
reunião da comissão eventual de inquérito ao setor público empresarial
regional, na delegação de Ponta Delgada do parlamento açoriano, tendo
garantido que a alienação das três embarcações da Companha “cobriu
completamente o passivo bancário que existia”, sendo que o passivo da
empresa rondava os 900 mil euros.O
presidente do conselho de administração, que assumiu o cargo em 2015,
considerou que a fusão “foi uma boa medida, tanto de gestão, como da
parte da região”.“Como
responsável atual pela Santa Catarina e pessoa ligada ao setor, entendo
que uma indústria conserveira, sempre que pode e que as questões de
mercado lhe permitam e a estrutura lhe permita, deve estar também ligada
às pescas, mas isso é uma opinião pessoal”, referiu.Porém, não critica a decisão da anterior administração, porque foi tomada “com base na situação que vivia naquele momento”.“Por
vezes, temos de tomar decisões em função das contingências, não em
função daquilo que são as nossas ideias para o setor”, salientou.Ainda sobre a extinção da Companha, que ajudou a fundar, Rogério Veiros sustentou que “a empresa estava sem atividade”.“A
Companha era uma empresa que existia para gerir a exploração dos barcos
e, se já não tinha a propriedade dos barcos, a conclusão era que tinha
de ser extinta”, declarou, sublinhando que “não havia funcionários, não
havia dívidas a fornecedores, não havia nada que prejudicasse alguém”.A
conserveira Santa Catarina, empresa pública, está agora em processo de
privatização, que prevê a alienação de 80% do seu capital.A
fábrica tem 140 trabalhadores, sendo a maior empregadora de São Jorge, e
registou no ano passado um passivo superior a 14 milhões de euros.