Exposição retrata memórias e "rugas" de antigos baleeiros

2 de ago. de 2015, 11:44 — Cátia Madalena Soares

Está patente até dia 30 de setembro na Casa do Bote, na ilha do Corvo, a exposição fotográfica ‘Baleeiro: O Rochedo do Mar’, de Jorge Barros. Segundo revelou o autor da exposição em declarações à Rádio TSF/Açores, a mostra consiste num conjunto de fotografias de baleeiros reformados.  “Foi um privilégio ter fixado os rostos daquela gente com todo o dramatismo e as rugas do trabalho árduo que tiveram quando eram mais jovens”, realçou Jorge Barros.  Esta exposição nasceu a partir de um trabalho que Jorge Barros fez sobre as ‘Ilhas Desconhecidas’ de Raul Brandão, cujo capitulo ‘A caça da baleia’ lhe despertou especial interesse. “O texto era tão rico e a ligação do homem ao mar, através daquela tarefa árdua e dramática que era a pesca à baleia”, afirmou.  Depois disso, Jorge Barros recebeu um convite do Instituto Açoriano da Cultura para apresentar um projeto e, como já estava a desenvolver o trabalho sobre baleeiros, apresentou-lhes a proposta e foi aceite, contou. A exposição está a aumentar à medida que Jorge Barros descobrindo mais baleeiros e, para Jorge Barros, esta é uma forma de registar memórias de pessoas que tiveram “uma vida de trabalho e sofrimento”.  Antes da exposição ‘Baleeiro: O Rochedo do Mar’ estar na Casa do Bote, esteve á disposição do público no Museu do Vinho dos Biscoitos de 24 de maio a 24 de julho. A Casa do Bote situa-se em frente à aerogare, está também perto dos moinhos e “podemos encontras dois velhos baleeiros a jogar dominó todas as tardes”, disse Jorge Barros.  A exposição vai estar patente até 30 de setembro e o fotógrafa espera que, imediatamente a seguir, possa levá-la às Flores. Para além disso, Jorge Barros espera que no o próximo ano seja possível levar a exposição a Santa Cruz da Graciosa e ao Museu do Baleeiro, nas Lajes do Pico.