A saída de carne bovina dos Açores para o exterior manteve, em 2024 e
2025, um volume elevado e relativamente estável, com um ligeiro aumento
em 2025, de acordo com os dados do Instituto de Alimentação e Mercados
Agrícolas (IAMA), divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos
Açores (SREA).Em 2024, o valor mais elevado registado foi de 5134
cabeças exportadas e 1.144.930 quilogramas de carne bovina. Já em 2025, o
máximo atingido foi de 5464 cabeças e mais de 1.300.000 quilogramas
exportados.Em 2024, o ano arrancou com 4466 cabeças exportadas em
janeiro. Nos meses seguintes, os valores mantiveram-se maioritariamente
acima das quatro mil cabeças, registando-se flutuações moderadas ao
longo do primeiro semestre. O número de animais expedidos ultrapassou as
cinco mil cabeças em novembro, mês que atingiu 5134 animais, um dos
valores mais elevados do ano. O mês de dezembro manteve-se igualmente
acima das quatro mil cabeças.Em termos de peso, janeiro de 2024
registou 1.005.308 quilogramas de carne bovina exportada. Ao longo do
ano, os valores oscilaram em torno do milhão de quilos mensais,
atingindo um pico em novembro, com 1.144.930 kg.Ligeiro crescimento em 2025 Em
2025, o número de cabeças exportadas iniciou-se nos 4787 animais em
janeiro, superando o valor do mesmo mês de 2024. A tendência manteve-se
ao longo do primeiro semestre, com registos acima das quatro mil cabeças
e um crescimento progressivo até julho, mês em que se verificou o valor
mais elevado do período analisado: 5464 cabeças exportadas. Este número
representa um acréscimo de cerca de 330 animais face ao pico registado
em novembro de 2024.No que diz respeito ao peso total exportado em
2025, janeiro apresentou 607.259 quilogramas, valor significativamente
inferior ao registado no arranque de 2024. Contudo, a partir dos meses
seguintes observou-se um aumento acentuado, culminando em julho com mais
de 1.300.000 quilogramas exportados.A distribuição por ilhas
evidencia a concentração da atividade exportadora em São Miguel, que
lidera tanto no número de cabeças como no peso total expedido. Terceira,
Pico e Faial apresentam igualmente volumes significativos. Por outro
lado, as ilhas das Flores e do Corvo registam os valores residuais ou
inexistentes ao longo dos dois anos.