Expedição científica iMar vai estar 17 dias a estudar o mar profundo dos Açores
18 de mai. de 2021, 11:18
— Lusa/AO Online
Segundo o investigador,
o objetivo da expedição científica é “efetuar descobertas e contribuir
para um melhor conhecimento do património natural dos Açores e das
políticas de gestão e conservação” do espaço marítimo açoriano.A
apresentação da expedição intitulada “iMar: Avaliação integrada da
distribuição dos Ecossistemas Marinhos Vulneráveis ao longo da dorsal
médio-atlântica na região dos Açores” decorreu na segunda-feira, na cidade da Horta,
Faial, e foi transmitida nas redes sociais. A
expedição irá sair na tarde de terça-feira do porto da Horta, a bordo
do navio de investigação Pelagia do Real Instituto Holandês para a
Investigação do Mar.Segundo Telmo Mourato,
uma das “principais atividades” da expedição é “contribuir para
cartografar estudos marinhos ao longo da dorsal médio-atlântica”,
estando previstas 80 horas de cartografia e 130 horas de recolha de
imagem de vídeo.A informação recolhida,
disse, irá permitir “identificar áreas com potencial para a conservação”
e contribuir com “informação” para a implementação de “políticas de
conservação do património natural”.“Vamos
ter 17 dias de mar, onde durante estes 17 dias vamos visitar 11 áreas
diferentes ao longo da dorsal médio-atlântica. É uma equipa composta por
16 investigadores, mas, infelizmente, devido à pandemia,
vão ser apenas cinco que vão ter a felicidade de estar a bordo”,
declarou.A expedição pretende cartografar
os fundos marinhos e caracterizar as comunidades de peixes, corais e
esponjas ao longo da dorsal médio-atlântica.A
investigação pretende ainda identificar áreas que se possam enquadrar
na definição de ecossistemas marinhos vulneráveis e quantificar o lixo
marinho presente naqueles espaços. Na
apresentação da iniciativa, o ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos,
através de uma mensagem de vídeo, enalteceu a importância da
investigação para o conhecimento do mar profundo dos Açores e reforçou a
posição do Governo da República quanto à aposta nas ciências do mar.O
presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, elogiou os
objetivos da investigação e destacou a importância de se conhecer o
“fundo do mar profundo” para implementar políticas sustentáveis.“O
mundo tem uma especial sensibilidade para a sustentabilidade ambiental
de forma particular e os Açores são um exemplo nesta matéria, mas
podemos, ainda assim, fazer mais e melhor”, assinalou.A
expedição é financiada pelo programa Sea Oceans e é liderada por Telmo
Morato, em conjunto com os organismos Imar – Instituto do Mar e centro
Okeanos da Universidade dos Açores.