Exército reconhece avanços da Rússia na segunda maior cidade do país
Ucrânia
13 de mai. de 2024, 11:37
— Lusa/AO Online
“Na
frente de Kharkiv, as operações continuam a ser complexas e mutáveis”,
refere o exército ucraniano, em comunicado hoje divulgado, adiantando
que as tropas russas lançaram 20 operações de assalto à região, das
quais 14 estão ainda em curso.Na última
semana, foram registados mais de 830 confrontos na frente de Kharkiv,
segundo o porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas da
Ucrânia, Dimitro Likhova, referindo que o número de ataques aéreos
russos contra posições ucranianas e infraestruturas civis se eleva a
580.“Atualmente, o inimigo tem alcançado sucessos táticos”, admitiu.O
porta-voz destacou ainda que a Rússia, apesar das “perdas
significativas” que tem sofrido, conseguiu mobilizar mais cinco
batalhões para tentar assumir o controlo da cidade de Vovchansk.O
ataque a Vovchansk, localizado a cerca de cinco quilómetros da
fronteira com a Rússia, visa reconquistar o território que a Ucrânia
conseguiu recuperar durante o primeiro ano de guerra e que conseguiu
manter até agora.A Rússia quer ainda fazer desta cidade fronteiriça uma zona tampão para evitar incursões ucranianas em território russo.A
Defesa ucraniana também anunciou hoje ter lançado hoje, através dos
Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU), um ataque com ‘drones’ contra um
depósito de combustível localizado na região fronteiriça russa de
Belgorod, provocando um incêndio na infraestrutura, e contra uma
subestação de eletricidade em Lipetsk, no oeste da Rússia, avançou a
agência de notícias nacional Ukrinform.Nos
últimos meses, a Ucrânia atacou mais de uma dúzia de refinarias e
depósitos de combustível localizados no território da Federação Russa,
numa tentativa de impedir o fornecimento de combustível às tropas russas
que ocupam o seu território e de prejudicar a indústria petrolífera
russa.Estes ataques de ‘drones’ às
infraestruturas petrolíferas russas causaram agitação nos Estados
Unidos, cujos líderes apelaram à Ucrânia para que renunciasse a estas
ações por receio de que provocassem uma escalada do conflito por parte
da Rússia e desestabilizassem o mercado petrolífero internacional.