Executivo açoriano quer “controlar endividamento” com “racionalização” do setor público
16 de dez. de 2020, 11:23
— Lusa/AO Online
O
líder do executivo açoriano falava no Palácio de Sant’Ana, sede da
presidência do Governo, em Ponta Delgada, após uma audiência com o
presidente do Tribunal de Contas, José Tavares. “É
uma exigência a de controlar o endividamento, razão pela qual estamos
obviamente empenhados na racionalização da administração e sobretudo
também no setor público empresarial regional”, declarou o
social-democrata.Foi conhecido o
relatório do Tribunal de Contas sobre as contas da região referentes a
2019, documento que foi entregue pelo presidente da instituição ao
presidente da Assembleia Regional, Luís Garcia.Bolieiro
considerou a sustentabilidade das finanças regionais como um “desafio
muito significativo”, uma vez que existe uma “redução de meios e um
aumento das necessidades” devido à pandemia da covid-19, sendo, por
isso, necessário “racionalizar e dar eficiência aos procedimentos”.“Esta
realidade é complexa e contraditória: entre a necessidade de mais meios
face às necessidades, quer sociais, quer económicas, com uma redução
dos meios face à situação da economia”, disse.Questionado
sobre se já estaria totalmente inteirado do “legado” das contas
deixadas pelo anterior governo regional liderado pelo PS, Bolieiro
assumiu que não.“A organização do próximo
plano e orçamento para 2021 e numa perspetiva plurianual do respetivo
planeamento não pode partir senão desse pressuposto: que é o de termos
um conhecimento rigoroso de qual é o legado e quais são os compromissos
para futuro”, acrescentou.Sobre as
críticas do Chega/Açores, que disse estar “preocupado” com a
despesa de funcionamento do Governo Regional, pedindo ao executivo para
divulgar as contas, Bolieiro salientou que os encargos irão ser
divulgados. “Nós advogamos a
racionalização de custos e que as contas no fim serão obviamente
apresentadas. Estamos hoje numa fase hoje de organização da
administração regional autónoma, para que ela seja sobretudo eficaz”,
apontou.José Tavares salientou, por seu
turno, que o parecer do Tribunal de Contas “tem aspetos positivos” e
“aspetos que podem ser melhorados”.O
presidente do Tribunal de Contas disse ter alertado o presidente do
Governo Regional para “os impactos que o corrente ano de 2020 poderá ter
no âmbito da economia e das finanças regionais”, disse.O
Tribunal de Contas (TdC) emitiu uma “apreciação favorável, sem
reservas”, à conta da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos
Açores de 2019, anunciou a instituição na sua página da Internet.A
dívida pública dos Açores cresceu 10,9% em 2019, registando um “aumento
de 208,5 milhões de euros”, para os 2.120,6 milhões, 48% do PIB
regional, anunciou o Tribunal de Contas (TdC).A
mesma instituição considerou hoje que o Governo dos Açores está
confrontado com a “inexistência de margem orçamental” para fazer face às
medidas excecionais que foram adotadas no combate à crise gerada pela
pandemia da covid-19.