Executivo açoriano diz que está a trabalhar para disponibilizar mais habitações
27 de nov. de 2024, 15:30
— Lusa/AO Online
“São reais as dificuldades dos
jovens no acesso à habitação - na região, no país ou na Europa -, mas
estamos a trabalhar não só para disponibilizar as habitações que
anteriores governos prometeram e nunca fizeram, como também as
habitações com as quais nos comprometemos, incluindo as do PRR”, disse
a secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego.Maria
João Carreiro, que falava na discussão do Plano e Orçamento para 2025
no plenário da Assembleia Legislativa Regional, na Horta, referiu que os
apoios à habitação “estão a ser melhorados para acautelar respostas aos
desafios conjunturais e estruturais”.“Se
no Plano para 2024 - ou seja, há pouco mais de seis meses - foram
alargados os critérios de elegibilidade e majorados os apoios à
autoconstrução e ao programa Casa Renovada, Casa Habitada, para 2025
propomos também um regime de arrendamento com opção de compra para que
habitações construídas no âmbito do PRR e dos recursos da região possam
ser atribuídas aos jovens e às famílias de classe média, sem esquecer os
agregados familiares com carência habitacional”, adiantou.No
próximo ano, o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) vai ainda majorar em
50% os contratos de arrendamento entre a região e os proprietários de
habitações para subarrendamento e em 20% os apoios concedidos às
famílias para arrendamento de habitação própria.No
debate, o deputado António Lima (BE), disse que “a única política
relevante que se tem desenvolvido nos últimos anos para a habitação é o
PRR”, apontando, no entanto, que “o PRR é uma gota de água para resolver
a crise da habitação” nos Açores.O
executivo, acrescentou, “deixa o mercado completamente desregulado”
quando centenas de habitações “deixam de ser casas onde pode viver gente
e passam a alojamento local (AL)”.O
parlamentar lembrou que há freguesias com uma taxa de 23% de AL,
adiantando que o partido vai propor a suspensão da emissão de novas
licenças naquelas onde o rácio de AL “é superior a 2,5% em relação ao
número de habitações familiares”.Olivéria
Santos (Chega) apontou também que a falta de habitação “tem sido um
problema crescente que tem afetado muitos açorianos” e “em especial os
casais mais jovens”.É preciso continuar a
apostar no setor, “colocando como prioridade o acesso dos jovens e das
famílias de classe média a habitação acessível”, defendeu.Já
o socialista José Eduardo, disse que o Orçamento para 2025 “não
apresenta soluções robustas, nem cumpre com os seus compromissos” na
habitação.O setor “continua a ser um dos maiores desafios” que a região enfrenta e o PS defende “soluções inovadoras”, acrescentou.Foram
ainda feitas intervenções de outras bancadas parlamentares, como PSD e
CDS-PP, que elogiaram as propostas apresentadas pelo executivo para as
áreas da juventude, habitação e emprego, que inclui no Plano e Orçamento
para o próximo ano um investimento público direto de 113,5 milhões de
euros.“Para a [área da] juventude, o
investimento ascende aos 3,5 milhões de euros. Para a habitação, o
investimento é de 36,2 milhões de euros […]. Na qualificação
profissional e emprego, o investimento é de 73,5 milhões de euros para
apoiar a empregabilidade, estimular a valorização dos trabalhadores e
incentivar a produtividade das empresas e entidades empregadoras da
Região”, disse a secretária regional Maria João Carreiro.