Excesso de oferta e problemas no aeroporto arrefecem hotelaria em Lisboa

Hoje 17:22 — Lusa/AO Online

Segundo Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da AHP, que apresentou os resultados do inquérito da associação “Balanço Verão & Perspetivas Outono 2026”, a região já tinha atingido um “planalto” e, portanto, não havia “muito mais por onde subir”.Além disso, “a oferta continua a ser descarregada em Lisboa”, ainda que “não ao ritmo alucinante que se fala”.“A questão do aeroporto é verdadeiramente o ‘bottleneck’ [estrangulamento] disto tudo”, destacou, lembrando, sobretudo, o impacto da implementação do novo sistema europeu de entradas e saídas e que “causaram muito impacto, muito estrago, aquelas horas todas de espera no aeroporto Humberto Delgado”.Lembrando ainda que o verão não é tipicamente o ponto alto na região, “esses dois fatores, de um lado o estrangulamento do aeroporto, do outro mais oferta, têm levado claramente a um abrandamento de Lisboa”, destacou.Os dados da AHP, que periodicamente realiza um inquérito aos associados, mostram que, no verão, houve “um abrandamento ainda que ligeiro na taxa de ocupação”, devido, sobretudo, à região de Lisboa e aos Açores. Na perceção acerca dos proveitos totais, face a 2025, em Lisboa, “57% dos inquiridos consideram pior ou muito pior este período do que o período homólogo”.“Portanto, não há dúvida que aquilo que veio sendo sinalizado, o abrandamento, claro, para Lisboa é completamente registado já pelos operadores”, indicou.“Ainda assim, naturalmente, Lisboa mantém um preço médio acima da média nacional, tal como a taxa de ocupação”, salientou.