Ex-primeiro-ministro José Sócrates vai a julgamento por branqueamento de capitais
Operação Marquês
9 de abr. de 2021, 17:01
— Lusa/AO Online
Em causa,
estão verbas de 1,72 milhões de euros entregues pelo empresário e
alegado testa-de-ferro a Sócrates, que, segundo a decisão instrutória
hoje lida pelo juiz Ivo Rosa no Campus da Justiça, em Lisboa, não
configuram o crime de corrupção, por estar prescrito, mas implicam três
crimes de branqueamento de capitais. Além do branqueamento de capitais, Sócrates e Santos Silva estão pronunciados por três crimes de falsificação de documentos.O juíz Ivo Rosa decidiu, no entanto, não pronunciar José Sócrates por crimes de fraude fiscal.Seis
anos após ter sido detido no aeroporto de Lisboa, o
ex-primeiro-ministro José Sócrates e os outros 27 arguidos da Operação
Marquês sabem hoje se vão a julgamento e por que crimes serão
pronunciados.Além de Sócrates, no processo
estão também outras figuras públicas, como o ex-presidente do BES
Ricardo Salgado, o antigo ministro socialista e ex-administrador da
Caixa Geral de Depósitos Armando Vara, os ex-líderes da PT Zeinal Bava e
Henrique Granadeiro, o empresário Helder Bataglia e Carlos Santos
Silva, alegado testa-de-ferro do ex-primeiro-ministro e seu amigo de
longa data.No processo estão em causa 189 crimes económico-financeiros.A
fase de instrução começou em 28 de janeiro de 2019, sob a direção do
juiz Ivo Rosa, do Tribunal Central de Instrução Criminal, sendo esta
passível de recurso, caso os arguidos não sejam pronunciados nos exatos
termos da acusação.