Ex-PR francês Sarkozy nega qualquer “ato de corrupção” em julgamento de recurso
Hoje 10:36
— Lusa/AO Online
O antigo
chefe de Estado (2007-2012) tornou-se no ano passado o primeiro
ex-presidente francês a ser encarcerado, após ter sido condenado em
primeira instância a cinco anos de prisão por associação criminosa neste
caso.Depois de dar entrada na prisão de
La Santé, em Paris, a 21 de outubro de 2025, sob os olhares atentos do
mundo, Sarkozy foi libertado sob supervisão judicial três semanas mais
tarde.Prevê-se que o seu julgamento em
segunda instância, juntamente com mais nove arguidos, decorra até 03 de
junho e que o veredicto seja conhecido no outono.Neste
complexo folhetim político-financeiro que começou em 2011, o antigo
líder da direita é acusado de ter tentado financiar a sua vitoriosa
campanha presidencial de 2007 com fundos secretos da Líbia, governada
pelo ditador Muammar Kadhafi, o que sempre negou veementemente.Em primeira instância, o tribunal criminal absolveu-o de três das quatro infrações que lhe eram imputadas.Os
juízes consideraram que o financiamento líbio da campanha eleitoral de
2007 não tinha sido provado, apesar da transferência corroborada de 6,5
milhões de euros pela Líbia em janeiro e novembro de 2006.Segundo
os magistrados, não foram apresentadas provas de que estes fundos
tivessem realmente chegado aos cofres da campanha que levou o Sarkozy ao
Palácio do Eliseu.Todavia, decidiram que o
ex-presidente permitiu de facto que os seus colaboradores mais
próximos, Claude Guéant e Brice Hortefeux, contactassem as autoridades
líbias a esse respeito durante reuniões secretas que mantiveram na Líbia
no final de 2005 com alguém do círculo próximo de Muammar Kadhafi,
procurado pela justiça francesa.