Na primeira sessão de julgamento, Manuel António explicou que assumiu o comando do Operário a pedido de Carlos César, tendo recebido como garantia que o apoio do Governo, devido à utilização da palavra Açores, iria aumentar de seis mil contos para uma verba entre 40 a 60 mil contos.
No entanto a recusa de efectuar o encerramento da campanha eleitoral em Santana, onde deveria apelar ao voto no Partido Socialista motivou um corte de relações com Carlos César, disse o antigo presidente da Associação Agrícola.
Manuel António revelou ainda que os principais sectores da Justiça nos Açores negaram receber a denúncia contra o presidente do Governo Regional
Na sequência destas declarações, o Ministério Público instaurou um processo de inquérito ao coordenador da Polícia Judiciária nos Açores, por denegação de justiça.
O presidente do Governo Regional dos Açores e o Secretário Regional da Economia efectuaram o seu depoimento por escrito, não tendo comparecido no tribunal nenhuma testemunha.
O julgamento prossegue a 17 de Junho.