Ex-diretor do Museu da Presidência condenado a seis anos e meio de prisão
8 de mai. de 2023, 11:55
— Lusa/AO Online
Na leitura do
acórdão realizada no Juízo Central Criminal de Lisboa, o juiz
considerou provados os crimes de peculato, participação económica em
negócio, abuso de poder, falsificação de documentos e tráfico de
influência para o antigo diretor do Museu.“Foi
o senhor que basicamente conseguiu montar o Museu da Presidência. Era
uma pessoa digna de confiança, pelo que tinha uma relação muito estreita
com os Presidentes da República. E traiu essa confiança, porque quis
ter mais do que aquilo que podia ter. Isso levou-o a durante vários
anos, no âmbito de várias atividades, vários negócios, a tentar sempre
[ver] onde é que havia oportunidade de ganhar mais alguma coisa, direta
ou indiretamente”, afirmou o juiz Luís Ribeiro.O
processo “Operação Cavaleiro” tem quatro arguidos – Diogo Gaspar, José
Dias, Paulo Duarte e Vítor Santos -, a quem foram imputados 42 crimes,
entre os quais abuso de poder, participação económica em negócio,
tráfico de influências, falsificação de documentos, peculato e
branqueamento de capitais.A investigação,
que ficou a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de
Lisboa, teve início em abril de 2015, na sequência de uma denúncia
anónima. Em junho de 2016, a PJ efetuou
buscas e apreendeu em casa de Diogo Gaspar e de amigos alguns artefactos
que pertenceriam ao Museu da Presidência, com o Tribunal de Instrução
Criminal a decidir levar o caso a julgamento em 10 de julho de 2019.