Evento vai ter equipa móvel e centro de apoio à vítima
JMJ
3 de mar. de 2023, 07:55
— Lusa/AO Online
O protocolo foi assinado em Lisboa entre a Fundação JMJ Lisboa 2023 e a Associação de Apoio à Vítima (APAV).De
acordo com o coordenador-geral da JMJ, o bispo-auxiliar de Lisboa,
Américo Aguiar, é "uma obrigação" da organização que "todas as pessoas
se sintam num ambiente acolhedor", mas "tudo pode acontecer" com um
milhão de peregrinos esperados no evento, que decorre de 01 a 06 de
agosto. O presidente da Fundação JMJ
Lisboa 2023 ressalvou, no entanto, em declarações aos jornalistas, que
"o historial" de criminalidade das sucessivas JMJ "é muito baixo, quase
zero".A colaboração com a APAV, que
envolveu um custo para a organização da JMJ de 100 mil euros, suportado
com o apoio da Sé de Lisboa, prevê atuar na "prevenção, proteção e
resposta a incidentes que possam envolver jovens participantes na
jornada".A APAV irá dar formação a
voluntários e colaboradores, auxiliar o dispositivo de segurança e
prestar apoio personalizado a eventuais vítimas de crimes durante e após
a JMJ.Uma equipa móvel terá "técnicos
disponíveis para se deslocarem e prestarem, sempre que necessário,
serviços de apoio ao peregrino, nas cidades-dioceses de acolhimento de
Lisboa, Santarém e Setúbal", segundo uma nota de imprensa hoje divulgada
após a assinatura do protocolo, acrescentando que a JMJ irá ter
igualmente um centro de apoio à vítima.A linha telefónica de apoio à vítima, gratuita (116 006), será reforçada durante o evento.O
presidente da APAV, João Lázaro, enalteceu que pela primeira vez "um
evento com a envergadura" da JMJ tenha considerado o "foco das vítimas"
no seu planeamento.A JMJ acontece a cada dois, três ou quatro anos numa cidade escolhida pelo Papa.Lisboa foi a cidade escolhida em 2019 para acolher a Jornada de 2022, que transitou para 2023 devido à pandemia de covid-19.