Europa vive situação mais perigosa desde a II Guerra Mundial
Ucrânia
4 de ago. de 2022, 14:21
— Lusa/AO Online
“Não
devemos assustar nem exagerar, mas temos de deixar claro que estamos a
viver a situação mais perigosa na Europa desde a II Guerra Mundial”,
disse Stoltenberg na abertura do acampamento de verão da Juventude
Trabalhista em Utøya, Noruega.O
ex-primeiro-ministro norueguês considerou ainda que uma vitória russa
causará maior instabilidade na segurança global e disse que a
intervenção militar de Moscovo é um ataque à atual ordem mundial.O
Presidente russo, Vladimir “Putin acha, na sua cabeça confusa, que pode
decidir o que a Ucrânia deve fazer. Não tem o direito de decidir o que
as ex-repúblicas soviéticas devem fazer. Se fizer a um país da Aliança
Atlântica o que fez na Ucrânia, toda a NATO [Organização do Tratado do
Atlântico Norte] se mobilizará nesse momento”, garantiu.A
ilha de Utøya foi palco, em 11 de julho de 2011, de um massacre
cometido pelo norueguês de extrema-direita Anders Behring Breivik, no
qual 69 pessoas morreram.Breivik colocou também um carro-bomba no complexo do Governo de Oslo, provocando oito mortos.Depois
dirigiu-se a Utøya, onde estava reunido o acampamento anual da
Juventude Trabalhista, onde executou, durante mais de uma hora, aqueles
que considerava defensores do multiculturalismo e uma ameaça à Noruega.A
ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia
causou já a fuga de quase 17 milhões de pessoas das suas casas – mais de
seis milhões de deslocados internos e mais de dez milhões para os
países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que
classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa II a Segunda
Guerra Mundial (1939-1945). A invasão
russa – justificada por Vladimir Putin com a necessidade de
“desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi
condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a
responder com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia
de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à
energia e ao desporto.A ONU confirmou já a
morte de mais de 5.300 civis morreram e de mais de 7.200 feridos na
guerra, sublinhando que os números reais deverão ser muito superiores,
mas que só serão conhecidos quando houver acesso a zonas ocupadas ou sob
intensos combates.