Eurocéticos crescem no PE, mas sem força para o bloquear
27 de mai. de 2019, 00:09
— Lusa/AO online
Divididos
por três grupos políticos Conservadores e Reformistas (ECR), Europa das
Nações e das Liberdades (ENF) e Europa da Liberdade e da Democracia
Direita (EFDD), somam no total, 172 eurodeputados, mais 17 que na atual
assembleia, segundo dados ainda provisórios.Mesmo
que se unissem num único grupo político, o que é muito improvável, não
seriam a maior família política no Parlamento Europeu (PE), lugar que,
apesar das perdas, continua a ser do Partido Popular Europeu (PPE), que
elegeu 180 deputados, segundo os mesmo resultados provisórios divulgados
pelo PE.Representam cerca de 22,5% do
hemiciclo, uma percentagem bem mais baixa que os 33% que ambicionavam, o
número necessário para bloquear a atividade legislativa do PE.Atualmente
com 70 deputados, o ECR deverá perder nestas eleições nove, em parte
devido ao descalabro eleitoral do Partido Conservador britânico,
castigado nas urnas pelo fracasso em concluir o ‘Brexit’. No
parlamento cessante, o ECR integra por exemplo o polaco Lei e Justiça
(PiS), de Jaroslaw Kaczynski, que afirmou por várias vezes que recusa
qualquer aliança com a União Nacional (RN, ex-Frente Nacional) de Marine
Le Pen, a qual integra o Europa das Nações e das Liberdades.No
ENF, onde além de Le Pen estão a italiana Liga, de Matteo Salvini, o
austríaco Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ) e o holandês Partido
para a Liberdade (PVV), de Geert Wilders, deve aumentar os atuais 36
assentos para 57, ajudado pelos bons resultados em Itália e França, que
compensaram as perdas na Áustria e Holanda.O
EFDD, criado por iniciativa do britânico UKIP então liderado por Nigel
Farage e que integra nomeadamente a extrema-direita alemã da Alternativa
para a Alemanha (AfD), o italiano Movimento 5 Estrelas e os Democratas
da Suécia, cresce dos atuais 48 deputados para 54, em parte graças ao
impulso do UKIP.As negociações para formar os grupos políticos no próximo PE começam na segunda-feira e devem prolongar-se até 24 de junho.De fora destes grupos estão por exemplo o espanhol Vox, que não revelou até ao momento a que grupo pretende juntar-se.