EUA vão mobilizar mais 800 militares para os países bálticos
Ucrânia
23 de fev. de 2022, 11:44
— Lusa/AO Online
Fonte
do Departamento de Defesa norte-americano esclareceu em números o
anúncio desta terça-feira, feito pelo Presidente dos EUA Joe Biden, de
que autorizava a transferência de tropas adicionais para os países do
Báltico - Estónia, Letónia e Lituânia.Estes
800 militares fazem parte de um batalhão de infantaria que está
atualmente em Itália e que será destacado para a região do Báltico.Os Estados Unidos vão ainda movimentar 20 helicópteros de combate AH-64 da Alemanha para aqueles países do leste europeu.Paralelamente,
o Pentágono vai enviar oito caças F-35 para vários locais no flanco
leste da NATO, que se encontram na Alemanha, e deu ainda luz verde para a
transferência de 12 helicópteros AH-64, da Grécia para a Polónia.A
mesma fonte adiantou que esta transferência de militares e equipamento
permitirá “tranquilizar os aliados da NATO, deter qualquer potencial
agressão contra estados membros da Aliança Atlântica e treinar as forças
da nação anfitriã”.O
Departamento de Defesa norte-americano indicou que estes movimentos de
tropas e equipamentos são "temporários" e lembrou que os EUA têm mais de
90.000 soldados destacados na Europa sob mandatos rotativos e
permanentes.A 11 de fevereiro o Pentágono tinha determinado o envio de 3.000
militares adicionais para a Polónia, devido ao aumento das tensões na
Ucrânia, o que elevava para 6.000 o número de soldados destacados por
Washington na Europa devido a esta crise.O Presidente
norte-americano, Joe Biden, anunciou um conjunto de sanções
económicas a indivíduos, entidades e bancos russos, na sequência do
reconhecimento pela Rússia das autoproclamadas repúblicas do Donbass, no
leste da Ucrânia.Putin
anunciou que as forças armadas russas poderão deslocar-se para aqueles
territórios ucranianos em missão de “manutenção da paz”, decisão que já
foi autorizada pelo Senado russo.A
decisão foi condenada pela generalidade dos países ocidentais, que
temiam há meses que a Rússia invadisse novamente a Ucrânia, depois de
ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.