EUA só voltam ao acordo nuclear com Irão se este regressar aos seus compromissos
28 de jan. de 2021, 12:48
— Lusa/AO Online
“O Irão deixou de respeitar
os seus compromissos em várias frentes. Vai levar algum tempo, se tomar
essa decisão, para regressar ao assumido, e também vai ser preciso
tempo para que possamos avaliar se respeita as suas obrigações. O mínimo
que agora podemos dizer é que estamos longe”, afirmou, durante a sua
primeira conferência de imprensa. Por seu
lado, Teerão exige que Washington dê o primeiro passo e levante as
sanções antes de qualquer outra coisa, o que deixa adivinhar negociações
árduas. O presidente Joe Biden “disse
claramente que se o Irão respeitar de novo plenamente os seus
compromissos” do acordo de 2015, “os EUA farão o mesmo”, declarou
Blinken, em Washington.“Posteriormente,
utilizaríamos isso como um ponto de partida para construir, com os
nossos aliados e parceiros, o que temos designado por um acordo mais
durável e mais forte, para gerir vários outros assuntos que são muito
problemáticos na relação com o Irão”, adiantou o secretário de Estado. O
acordo que visa impedir o Irão de se dotar da arma nuclear foi
concluído em 2015 com as grandes potências, entre as quais os EUA, então
presididos pelo democrata Barack Obama, e depois apoiado pela
Organização das Nações Unidas. Mas em
2018, o então titular da Casa Branca, o republicano Donald Trump,
decidiu retirar os EUA do acordo, considerando-o insuficiente na frente
nuclear, mas também para limitar as “atividades desestabilizadoras” da
República Islâmica no Médio Oriente. No
processo, Trump restabeleceu e depois agravou as sanções dos EUA ao
Irão, que, em reação, começou a ignorar os limites impostos ao seu
programa nuclear. Biden, que era
vice-presidente de Obama em 2015, prometeu retomar o diálogo e regressar
ao acordo, considerando que impedir o Irão de obter a arma nuclear era a
prioridade número um.