Em declarações à estação televisiva NBC, Pence
adiantou que estão a ser feitos 150.000 testes diários e afirmou que
“se os estados em todo o país ativarem todos os laboratórios que estão
disponíveis em cada estado” os Estados Unidos da América podem “duplicar
esse número de um dia para o outro”.O
vice-presidente norte-americano prosseguiu garantindo que o país tem, à
data, “testes suficientes” para que os estados comessem a retomar a
atividade económica.Segundo avança a AP, a
resposta chegou de governadores democratas e republicanos, reconhecendo
que existem laboratórios que podem aumentar a capacidade de testes em
várias áreas, mas lembram que esse processo é, muitas vezes, atrasado
por processos a nível federal.Pence
mencionou, ainda, que o “presidente quer reabrir a economia assim que
for possível fazê-lo em segurança e com responsabilidade”.A
taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu de 3,5% em fevereiro para
4,4% em março, devido ao impacto económico da pandemia de covid-19 que
paralisou a atividade, informou hoje o Departamento do Trabalho.A
economia norte-americana perdeu no mês passado 701.000 postos de
trabalho, pondo fim a uma tendência de 113 meses consecutivos de
crescimento.O número de postos de trabalho
perdidos é o mais significativo desde março de 2009, na altura da crise
financeira. Em fevereiro, a taxa de desemprego tinha recuado para 3,5%,
o nível mais baixo em 50 anos.Os Estados Unidos são o país com mais mortos (39.090) e mais casos de infeção confirmados (mais de 735 mil).A
nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 160 mil mortos
e infetou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Mais de 518 mil doentes foram considerados curados.A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.Para
combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de
pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio
não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando
setores inteiros da economia mundial.Face a
uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios,
alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e
em alguns casos, como Dinamarca, Áustria ou Espanha, a aliviar algumas
das medidas.