EUA enviam "alguns milhares" de soldados para proteção a Israel
Médio Oriente
30 de set. de 2024, 17:16
— Lusa/AO Online
O
aumento da presença de soldados norte-americanos virá de vários
esquadrões de caças, disse a porta-voz do Pentágono, Sabrina Singh.A
decisão acontece depois dos recentes ataques no Líbano e do assassínio
do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, quando o conflito no Médio
Oriente está a aumentar de intensidade, desta vez entre Israel e o
movimento xiita libanês Hezbollah.Esta
operação de reforço inclui esquadrões de caças F-15E Strike Eagle, F-16,
A-10 e F-22 e o pessoal necessário para os apoiar. Os
jatos deveriam substituir os esquadrões que já lá estavam, mas, em vez
disso, tanto os esquadrões existentes como os novos permanecerão no
local para duplicar o poder aéreo disponível.No
domingo, o secretário da Defesa, Lloyd Austin, anunciou também que iria
reforçar temporariamente o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham
Lincoln e os seus esquadrões associados na região.Os
ataques de Israel contra o Hezbollah intensificaram-se de forma
substancial nos últimos dias, após as autoridades militares de Telavive
terem anunciado uma deslocação das operações da Faixa de Gaza para o
norte do país.O Hezbollah integra o
chamado “Eixo da Resistência”, uma coligação liderada pelo Irão de que
fazem parte também, entre outros, o grupo extremista palestiniano Hamas e
os rebeldes huthis do Iémen.O Hezbollah
confirmou no sábado a morte do líder do movimento xiita libanês
Hezbollah, Hassan Nasrallah, horas depois de o exército israelita ter
anunciado que o líder xiita pró-iraniano tinha morrido no bombardeamento
da sede da organização na sexta-feira, nos subúrbios sul de Beirute.Israel
já tinha matado este mês o chefe das operações militares e das forças
de elite, Ibrahim Aqil, num outro ataque em Beirute.Israel
e Hezbollah estão envolvidos num intenso fogo cruzado diário desde 07
de outubro de 2023, após o ataque do Hamas em solo israelita que
desencadeou a atual guerra na Faixa de Gaza, levando a que dezenas de
milhares de pessoas tenham abandonado as suas casas em ambos os lados da
fronteira israelo-libanesa.