EUA eliminam estatuto de proteção de deportação de hodurenhos e nicaraguanses
7 de jul. de 2025, 15:09
— Lusa/AO Online
O Departamento de
Segurança Interna (DHS) justificou a medida, que vai entrar em vigor 60
dias após a publicação oficial do documento, prevista para terça-feira,
por os dois países "já não cumprirem os critérios para a designação
TPS".O fim do TPS afeta particularmente os
migrantes na Florida, onde vive um em cada três dos mais de um milhão
de beneficiários nos Estados Unidos, de acordo com um relatório do
Congresso norte-americano.A perda do
estatuto legal, cujo prazo final era o passado sábado, vai afetar cerca
de 72.000 cidadãos das Honduras e quatro mil da Nicarágua, de acordo com
as estimativas do Governo dos EUA.O DHS
argumentou que Washington concedeu o TPS a estas nacionalidades depois
de a tempestade Mitch - o segundo furacão mais mortífero na história do
Atlântico - ter causado mais de 11.300 mortos na América Central em
outubro de 1998, incluindo quase 7.000 nas Honduras e 4.000 na
Nicarágua.O mesmo departamento indicou
que, desde essa altura, "houve melhorias notáveis" nas condições em
ambos os países, o que "permite o regresso adequado dos respetivos
cidadãos".Como exemplo, o Governo
norte-americano lembrou que a Nicarágua "é um líder crescente em
turismo, ecoturismo, agricultura e energias renováveis", enquanto "novos
projetos de infraestruturas estão prestes a transformar as Honduras e a
criar emprego".A medida surgiu menos de
duas semanas depois de o Governo do Presidente norte-americano, Donald
Trump, ter anunciado o fim do TPS para quase 521 mil haitianos, decisão
bloqueada na semana passada por um juiz federal.Trump
tentou eliminar este estatuto durante o primeiro mandato (2017-21) na
Casa Branca, para migrantes de países como El Salvador, Haiti, Honduras,
Nicarágua, Nepal e Sudão. Depois deste anúncio, outras comunidades temem ser os próximos alvos desta decisão.