EUA anunciam na Cimeira da Américas apoio de 1,77 mil ME para travar migrações
7 de jun. de 2022, 14:59
— Lusa/AO Online
A
medida, anunciada por Harris na Cimeira a decorrer em Los Angeles até
sexta-feira, pretende “dar esperança ao povo da região para construir
vidas prósperas e seguras nos seus países”, detalhou a Casa Branca em
comunicado.Este
apoio, vindo de empresas privadas, junta-se aos 1,2 mil milhões de
dólares (1,12 mil milhões de euros) prometidos no ano passado para El
Salvador, Guatemala e Honduras, os chamados países do Triângulo Norte de
onde partem regularmente caravanas de migrantes para os EUA.O
Presidente norte-americano, Joe Biden, organizou a Cimeira para
relançar o diálogo com a América Latina sobre questões cruciais, como a
imigração.Mas o evento acabou por começar sem o presidente mexicano, Andres Manuel Lopez Obrador.O líder mexicano decidiu não participar no evento devido à exclusão da Venezuela, da Nicarágua e de Cuba na Cimeira.Um
funcionário da Casa Branca confirmou à agência noticiosa AFP na
segunda-feira que estes países não foram convidados por “reservas” dos
EUA quanto à “falta de espaço democrático” e do “respeito pelos direitos
humanos”. Outra ausência de última hora é a do presidente uruguaio Luis Lacalle Pou, que testou positivo à covid-19.Ainda
assim, e esperando-se a participação de 23 líderes em Los Angeles, a
Casa Branca já afirmou ser uma Cimeira com um número de participantes
“equivalente ou maior” face a edições anteriores.Lançada
em 1994 em Miami, pelo presidente Bill Clinton, a Cimeira das Américas
procurava alcançar um amplo acordo de liberalização do comércio
regional.Este
ano, temas como crescimento económico, alterações climáticas, pandemia
de covid-19 e a crise migratória estarão na agenda dos líderes
políticos.O
número de pessoas que procuram entrar nos EUA para fugir à pobreza e
violência da América Central e do Haiti tem vindo a aumentar, segundo
dados oficiais.