Estudos no Reino Unido confirmam que variante britânica não provoca doença mais grave
Covid-19
13 de abr. de 2021, 12:25
— Lusa/AO Online
Ambos
os estudos são observacionais, analisando a situação de pessoas
infetadas com a variante designada como B.1.1.7, num dos casos pessoas
seguidas num hospital de Londres, no Reino Unido e no outro através do
que cerca de 37.000 pessoas infetadas declararam numa aplicação
britânica de acompanhamento de sintomas.Num
artigo publicado no boletim The Lancet Infectious Diseases, foram
analisados 341 doentes admitidos no hospital do University College e no
hospital da Universidade de North Middlessex em novembro e dezembro
passado e a conclusão foi que os infetados com a variante não estiveram
doentes com mais gravidade, mas a sua carga viral foi superior.“Não
se detetou prova de uma associação entre a variante e doença mais
grave, com 36 por cento dos doentes com a B.1.1.7. a ficarem gravemente
doentes e a morrerem, quando comparado com os 38% dos que tinham uma
variante diferente”, concluíram os investigadores, que reconhecem que é
precisa investigação mais aprofundada.No
outro estudo, publicado no The Lancet Public Health, analisaram-se dados
submetidos à aplicação COVID Symptom Study entre setembro e dezembro de
2020, que foram cruzados com as análises genéticas regionais conduzidas
pelas autoridades de saúde britânicas destinadas a detetar a presença
de variantes.“A análise revelou que não há
associações estatisticamente significativas entre a proporção da
B.1.1.7. entre regiões e o tipo de sintomas que as pessoas tiveram”,
concluíram os investigadores.Além disso, a
proporção de pessoas que tiveram casos prolongados de covid-19, com
sintomas persistentes, não foi alterada pela presença da variante.No entanto, os autores concluíram que o índice de transmissibilidade (Rt) é 1,35 vezes superior na variante B.1.1.7. A
investigadora Britta Jewel, do Imperial College, comentou sobre o
estudo que “contribui para o consenso de que a B.1.1.7. aumenta a
transmissibilidade, o que contribuiu, em grande parte, para o aumento
exponencial de casos no Reino Unido e para ‘terceiras vagas’ em países
europeus com cada vez mais casos”.