Estudo avalia perceção de risco nos Açores e Madeira
Covid-19
15 de abr. de 2020, 18:00
— Lusa/AO Online
Isabel Estrela Rego, que lidera a equipa de
investigação do projeto daquele instituto da Universidade dos Açores,
declarou à agência Lusa que se pretende apurar “qual é a perceção de
risco das pessoas relativamente à covid-19” e “tentar perceber se
existem alterações na perceção de risco com o passar do tempo”, a par da
identificação dos padrões de consulta de informação e das principais
dificuldades encontradas desde o início da pandemia.A
iniciativa pretende ainda apurar o “grau de satisfação do comportamento
das entidades públicas envolvidas no combate à pandemia na gestão e
comunicação do risco, a par das práticas de proteção que as pessoas têm
adotado e os sentimentos associados ao isolamento social”.Além
de se tentar apurar a pré-disposição para a vacinação, Isabel Estrela
Rego, do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas da academia açoriana, identifica que se pretende “apurar se
existem algumas relações de fatores sociodemográficos” como a idade, o
género, o nível de escolaridade, a ilha de residência, entre outros.A
especialista refere que existe uma parte - as questões identitárias -
que liga o projeto a uma investigação internacional promovida pela
Universidade de Surrey, no Reino Unido, cujo objetivo é “avaliar a
perceção de risco, a relação com o lugar e a vulnerabilidade” à
covid-19. Os dados serão disponibilizados
de forma anónima e "armazenados em segurança" durante pelo menos 10 anos
após o seu último acesso, de acordo com as políticas da Universidade de
Surrey e o 'Data Protection Act' (1998) do Reino Unido. A
amostra do estudo resulta de uma consulta ‘online’ porque, “neste
momento, é a única forma de chegar às pessoas", tendo o questionário registado 1.300
respostas.O estudo compreende uma segunda
fase, após o levantamento do estado de emergência, para “tentar perceber
se existe alguma evolução na forma como as pessoas percecionam o vírus”
e se “há alterações em termos de práticas”.