Estudantes portugueses associam-se a greve mundial de sexta-feira
Clima
14 de mar. de 2019, 18:22
— Lusa/AO Online
“O
objetivo desta greve é chamar a atenção do Governo para a urgência deste
problema e exigir uma ação governamental face ao mesmo, se não agirem
agora será a geração atual de estudantes que irá sofrer mais, estão de
certa forma a hipotecar as nossas hipóteses de futuro”, disse à Lusa
Duarte Antão, um dos coordenadores nacionais da greve.De
acordo com Duarte Antão, estudante da Faculdade de Direito de Coimbra,
não é possível calcular o número de pessoas que vão sair à rua por todo o
país, mas através das redes sociais e dos contactos que têm vindo a
receber os “números parecem bastante promissores.” Em
Portugal estão previstos protestos, entre outras cidades, em Lisboa,
Porto, Coimbra, Faro, Covilhã, Aveiro, Évora e nos arquipélagos da
Madeira e dos Açores.As greves vão ter
discursos, cânticos, cartazes e instalações de sensibilização, mas
segundo Duarte Antão distinguem-se por serem “a primeira manifestação do
país a unir todos os alunos desde crianças do jardim de infância até
alunos de doutoramento" e é nessa "união" que reside a sua força. Segundo
a organização, centenas de milhares de alunos são esperados em mais de
100 países, numa greve mundial das escolas pelo clima que visa exigir
dos políticos ações concretas contra as alterações climáticas.De
acordo com a página eletrónica www.fridaysforfuture.org, que reúne os
protestos anunciados em todo o mundo, até esta tarde estavam previstas
1.693 manifestações em 106 países.Esta
greve escolar mundial, que tem como lema "fazer greve por um clima
seguro" culmina uma série de manifestações semanais iniciadas no ano
passado pela adolescente sueca Greta Thunberg.