Estudantes de Coimbra “invadem” Faculdade de Letras em ação simbólica
26 de abr. de 2023, 16:31
— Lusa
“Planeta não tem
preço, quero o mundo que mereço” foram as palavras de ordem mais
entoadas, a meio da tarde de hoje, por nove estudantes de escolas
secundárias, Universidade e Politécnico de Coimbra, que “invadiram” o
átrio da Faculdade de Letras, munidos de um megafone.De
acordo com a porta-voz em Coimbra do movimento "Fim ao Fóssil: Ocupa”,
Sara Baquissy, esta "ação simbólica" pretendeu dar visibilidade à crise
climática e contribuir para angariar 1.500 pessoas para bloquear o
terminal de gás natural liquefeito (GNL) do Porto de Sines, a 13 de
maio.“Hoje só quisemos chamar a atenção
para a nossa luta e informar da ação que marcámos para dia 02 de maio.
Vai ser um dia de pluriatividades, com palestras, sessões e um
‘workshop’ de ativismo”, destacou.O
estudante da Universidade de Coimbra Dani Martins destacou que a
iniciativa de hoje decorreu em solidariedade com todas as ocupações de
instituições de ensino que estão a acontecer no país, mas também para
mostrar que Coimbra “tem uma palavra a dizer”.“Anunciámos
à comunidade da Faculdade de Letras o que pretendemos fazer dia 02 de
maio e publicitámos as nossas reivindicações. Acabámos interpelados pelo
diretor da Faculdade”, indicou.Momentos
antes de “invadirem” a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra,
os estudantes tinham pendurado duas tarjas laranjas na entrada do
edifício, onde se podia ler a preto “Fim ao Fóssil” e “Ocupa Coimbra,
Fim ao Fóssil.“A polícia acabou por nos vir dizer para retirar as tarjas, o que acabámos por fazer”, referiu Dani Oliveira.Estudantes de escolas e universidades de várias cidades do país ocuparam hoje as suas escolas pelo “fim aos fósseis”.