Estudantes de Coimbra alertam para rendas altas e falta de alojamento
14 de set. de 2022, 15:29
— Lusa/AO Online
“Desde os meses de
verão que se regista uma procura muito elevada por parte dos estudantes
e seus familiares, para conseguirem arrendar um quarto. Estão a sentir
muitas dificuldades, porque as rendas são elevadas e a oferta é muito
diminuta”, alegou.Em declarações à agência
Lusa, o presidente da academia conimbricense explicou que o valor médio
do arrendamento de um quarto aumentou cerca de 10%.“Em
Coimbra, o valor médio das rendas ronda agora os 270 a 290 euros,
quando antes encontravam-se quartos a uma média de 200 euros por mês. O
valor médio de um quarto subiu bastante e torna-se pesado para o bolso
das famílias dos estudantes, podendo refletir-se num maior abandono
escolar”, sustentou.No seu entender, o Governo deveria ver o que se passa com o mercado do arrendamento de quartos a estudantes.“No
caso de Coimbra, a situação está um pouco desregulada, com os preços a
aumentarem de uma forma desmedida e descabida, comparativamente com anos
anteriores”, acrescentou.Para ajudar os
alunos a encontrarem alojamento, a Associação Académica de Coimbra “tem
algumas opções, desde orientar para residências universitárias ou
através do projeto certificado de habitabilidade”.“Este
certificado tem tido uma procura diária muito grande, estamos
constantemente a visitar novos quartos e a fazer novas vistorias, mas há
mesmo muita procura para a oferta que há”, indicou.O
representante dos alunos disse ainda que o número de camas disponíveis
nas residências universitárias “é muito curto” para uma cidade com 25
mil estudantes universitários.“Temos 13
residências, com capacidade de cerca de duas mil camas. Há vários anos
que o número de camas nas residências universitárias de Coimbra não
aumenta e esta oferta tem de ser reforçada”, defendeu.De
acordo com João Caseiro, a Associação Académica de Coimbra está também a
desenvolver “um trabalho com os delegados de piso, para procurar
melhorar as residências universitárias disponíveis”.“Não basta aumentar a quantidade, temos de manter habitáveis as que já existem”, concluiu.