Estudantes criticam opção de não haver ministério próprio para Ensino Superior
11 de jun. de 2025, 10:31
— Lusa/AO Online
Num comunicado assinado
por organizações como a Associação de Estudantes da Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas (AEFCSH) da Universidade Nova de Lisboa e a
Associação de Estudantes da Faculdade de Arquitetura da Universidade do
Porto (AEFAUP), entre outras, o movimento estudantil considera que a
opção do Governo mostra que este tem um projeto de “elitização e
privatização” do Ensino Superior.“Não
temos nem nunca tivemos ilusões e estamos conscientes de que o Governo
que agora toma posse tem um projeto de elitização e privatização do
ensino superior público, caminho ao qual daremos firme combate”, refere o
documento, também assinado pela Associação de Estudantes da Escola
Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (AEESAD.CR) e pela
Associação de Estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do
Porto(AEFBAUP).Os estudantes consideram
ainda que a decisão de não ter um ministério próprio para o Ensino
Superior ocorre num contexto em que os problemas dos estudantes se
agravam e “os sucessivos governos não têm dado as respostas que se
afiguram necessárias”.Na nota, subscrita
igualmente pela Associação de Estudantes da Escola Superior de Teatro e
Cinema (AEESTC) e pela Associação de Estudantes da Escola Superior de
Música de Lisboa (AEESML), os estudantes voltam a exigir o fim da
propina e de outras taxas e emolumentos.Pedem
igualmente mais alojamento estudantil, mais ação social, mais e
melhores condições materiais e uma revisão democrática do Regime
Jurídico das Instituições do Ensino Superior.Olhando
para a composição do novo Governo, que dizem ser “continuação do
anterior”, as associações consideram que a ausência de um Ministério
próprio para o Ensino Superior mostra que os problemas dos estudantes
“voltarão a não ser uma prioridade”.“E é
natural que assim seja face ao projeto de desmantelamento do caráter
público do Ensino Superior deste Governo, continuação do anterior”,
acrescentam.As organizações signatárias –
entre as quais estão também a Associação de Estudantes do Instituto
Superior de Psicologia Aplicada (AEISPA) e a Associação de Estudantes da
Faculdade de Psicologia e do Instituto de Educação da UL (AEFPIE-UL) –
consideram preocupante que a nomeada secretária de Estado do Ensino
Superior [Cláudia Sarrico] tenha tido declarações que apontam para um
caminho que “agravará os problemas sentidos pelos estudantes”.Assinalam
ainda a fusão do Ministério da Cultura com o do Desporto e da
Juventude, considerando que “abre portas para a desvalorização da
cultura, do desporto e das políticas da juventude”, nomeadamente no que
toca “ao desprezo” do papel do movimento associativo estudantil.