Estrutura do hospital de Ponta Delgada permite reabertura total
7 de mai. de 2025, 17:52
— Lusa/AO Online
Ouvido na comissão parlamentar de inquérito ao
incêndio do HDES, que decorre na Assembleia Regional, o responsável
pelo LREC disse “não ter fundamento” as acusações de que a unidade de
saúde corre o risco de ruir.“Nas condições
que está atualmente ao nível estrutural, julgamos que não, que não
existem [obstáculos à reabertura total do HDES]”, afirmou Francisco
Fernandes.Durante a audição, o responsável
adiantou que o LREC foi contactado pela primeira vez pelo conselho de
administração do hospital a 6 de maio de 2024, dois dias após o
incêndio, um contacto “célere”, admitiu.O
laboratório realizou inspeções à zona afetada pelo incêndio e concluiu
que com uma “intervenção mínima” o espaço poderia ser reaberto.“Em
2024 não haveria razões para que aquela zona do bloco C4 não estivesse a
funcionar após a execução de intervenções mínimas, devidamente
validadas por um projeto e um gabinete de especialidade”, reforçou.O
diretor do laboratório confirmou ainda que o incêndio “não teve
consequências para agravar patologias” identificadas em outras inspeções
do LREC realizadas em 2021 e 2022, que detetaram problemas de fissuras
em paredes do HDES.“O incêndio foi
localizado numa zona de edifício que não está isolada, está ligada ao
resto do edifico, mas que não afeta ou não transmite uma consequência
para um tipo de patologia como esse [as fissuras]”, explicou.Francisco Ferreira realçou que a única zona afetada em “termos estruturais” foi a área não médica onde deflagrou o incêndio.Além
da inspeção visual e dos ensaios, foi realizado um “modelo” a partir
das “condições de resistência” que confirmou que não existem riscos de
colapso no edifício do HDES.“A conclusão dos ensaios permitiram verificar que o edifício tinha condições e não tinha risco de ruir”, assegurou.O responsável adiantou também que o LREC não foi consultado a propósito da construção do hospital modular.