‘Estrelas’ portuguesas contam com apoio para brilharem em Paris2024
22 de fev. de 2022, 17:08
— Lusa/AO Online
O
judoca Jorge Fonseca, bicampeão do mundo e medalha de bronze nos -100
kg em Tóquio2020, é um dos atletas apoiados por uma cadeia de
supermercados, juntamente com os nadadores Mafalda Rosa e José Lopes, a
triatleta Melanie Santos, o canoísta David Varela e a atleta Salomé
Afonso, todos já com Jogos no currículo.A
equipa de ‘estrelas’ conta ainda com os atletas Mariana Machado, Samuel
Barata, Etson Barros, Isaac Nader e Nuno Pereira, o triatleta Ricardo
Batista, a canoísta Francisca Laia e a ciclista Vera Vilaça.Depois
de ter apoiado 10 atletas de cinco modalidades para os Jogos Olímpicos
Tóquio2020, o projeto foi alargado, tendo em vista Paris2024.“Claro
que já estou a pensar em Paris", começou por dizer Mariana Machado, de
21 anos, campeã nacional de corta-mato longo em 2021 e vice-campeã
europeia sub-20, em 2019, nos 3.000 metros.No
entanto, a atleta do Sporting de Braga realçou que pretende estar “ao
melhor nível” noutras provas, para “ganhar mais medalhas e melhorar os
recordes pessoais”.“Para chegar aos Jogos
Olímpicos tem de haver um crescimento gradual e estas competições fazem
parte do processo para chegar lá”, vincou a filha da antiga atleta
Albertina Machado.Machado está atualmente
no quarto ano de Medicina da Universidade do Minho e sente-se satisfeita
por fazer parte de dois mundos onde "só estão os melhores dos
melhores".A meio-fundista admitiu que a
gestão entre a competição e os estudos "acarreta muita disciplina
e organização" e que, por vezes, "parece que as 24 horas do dia não
chegam para fazer tudo o que está planeado"."Treinar
duas vezes por dia, estudar e fazer a recuperação necessária exige
muito tempo. O principal segredo é mesmo a organização e a disciplina”
concluiu.A já médica e canoísta Francisca
Laia, depois de ter estado no Rio2016, ficou a um décimo de segundo de
disputar o apuramento para a prova de K1 200 metros de Tóquio2020,
falhando também o apuramento em K2 500.Contudo,
a atleta natural de Abrantes afirmou que o mais importante deste ano
não foi falhar a qualificação, mas sim "o conseguir ter força
para continuar a lutar e continuar a treinar"."Tive
de ir ao fundo e voltar a subir. Passei pelas fases todas.
Treinar, chegar ao campeonato de mundo e pensar: eu vou participar, mas
já só preciso é de férias. Mas pronto, foi um processo muito positivo em
termos psicológicos. É uma das grandes dificuldades que temos, é
mantermo-nos sãos. E conseguir passar por isso e terminar o ano ainda
com um bom resultado, fez-me acreditar que as coisas vão correr bem no
futuro”, explicou a antiga canoísta do Sporting, atualmente no Clube
Desportivo Os Patos.Já Melanie Santos,
depois de se ter estreado em Jogos com o 22.º lugar no Japão, reforçou a
importância destes patrocínios para "retirar alguma pressão" aos
atletas e ambiciona um lugar entre as oito primeiras em Paris2024."Quando
passei a meta de Tóquio pensei: quero mesmo estar em Paris, quero estar
na melhor forma e vou lá estar. (...) Eu sonho muito com o diploma
olímpico, claro que a medalha é sempre um sonho, mas eu acho que um
diploma olímpico já é uma grande meta, conseguir estar entre o ‘top-8’
das grandes atletas femininas de triatlo, seria fantástico”, rematou.As
14 ‘estrelas’ escolhidas pela cadeia de supermercados Lidl vão
beneficiar de uma bolsa de financiamento para as necessidades
individuais, tais como alimentação, propinas, material desportivo e de
competição e ainda nos custos relacionados com competições e estágios.