Estratégia para a Inclusão de Pessoas com Deficiência falhou metas propostas para 2021
31 de ago. de 2022, 08:42
— Lusa/AO Online
De acordo com o Jornal de Notícias (JN) de
hoje, as barreiras arquitetónicas estão por eliminar, os guias para a
prevenção de violência não existem e nem o diagnóstico sobre a
empregabilidade.O jornal diz também que a
Comissão de Políticas de Inclusão das Pessoas com Deficiência, liderada
pela secretária de Estado, Ana Sofia Antunes, ainda não se reuniu este
ano.A ENIPD entrou em vigor a 01 de
setembro do ano passado e tem 170 medidas concretas para implementar até
2025, das quais cerca de 70 deviam ter sido concluídas ou iniciadas em
2021.Em declarações ao JN, o presidente da
Confederação Nacional de Organizações de Pessoas com Deficiência
(CNOD), José Reis, diz estar preocupado com a situação, destacando a
importância da questão das acessibilidades.Segundo
José Reis, a Comissão reuniu-se pela última vez no último trimestre de
2021 para discutir mudanças na reforma antecipada para a deficiência.Contactado
pelo JN, o Ministério da Segurança Social justifica que algumas medidas
são “inovadoras” e, por isso, foi preciso “construir uma base de
suporte técnico” ou incluí-las nos planos de atividades das organizações
envolvidas.Por isso, o Ministério admite
que “não foi possível efetivar em 2021 a conclusão ou início de algumas
medidas face à data de aprovação da reunião do Conselho de Ministros”.“O
intervalo de tempo entre a conclusão do circuito legislativo e a
respetivas aprovação e publicação [da ENIPD] conduziu à necessidade de
realizar ajustes na calendarização”, refere o Ministério.Por
seu lado, as organizações ligadas ao setor contactadas pelo JN apontam
outras causas, realçando a dotação orçamental que não existe.“O
nosso Orçamento do Estado não contempla a Estratégia”, disse ao JN
Gisela Valente, da Associação Portuguesa de Deficientes (APD),
lamentando o incumprimento.