Estados Unidos estão em estado de alerta avançado por causa de Ómicron
Covid-19
29 de nov. de 2021, 18:05
— Lusa/AO Online
Os Estados Unidos ainda
não têm casos confirmados da variante Ómicron, que tem levado vários
países a criar constrangimentos nas fronteiras, mas as declarações de
Fauci acontecem um dia após a identificação dos primeiros dois casos no
Canadá, um país vizinho."Obviamente,
estamos em alerta preventivo", explicou o conselheiro da Casa Branca,
durante uma entrevista televisiva, acrescentando que está a aguardar
mais dados dos especialistas sobre a nova variante, para compreender o
grau de perigosidade da Ómicron.Fauci
pediu às pessoas elegíveis para receberem a dose de reforço das vacinas
contra a Covid-19, sem aguardarem pelo desenvolvimento de uma vacina
específica para a Ómicron, “da qual poderemos vir a precisar”.Algumas
empresas farmacêuticas já anunciaram que vão ajustar as suas vacinas
contra a Covid-19 para melhor atacar a variante Ómicron, mas Fauci
insiste que as atuais fórmulas têm revelado a sua eficácia de grande
espetro."O que sabemos é que as pessoas
vacinadas estão muito mais seguras do que as não vacinadas,
especialmente quando recebem a dose de reforço", explicou Fauci."É
inevitável que mais cedo ou mais tarde (a variante Ómicron) se
dissemine", porque parece ser muito contagiosa, concluiu o imunologista.Contudo,
Fauci sublinhou que ainda há muito poucas certezas sobre esta nova
variante, inicialmente detetada na África do Sul e considerada
“preocupante” pela Organização Mundial de Saúde (OMS)."Até
agora, nenhuma morte associada à Ómicron foi relatada", informou a OMS,
num artigo científico hoje divulgado, mas reconhecendo que a
probabilidade de a variante se espalhar é “globalmente elevada".Fauci
disse ainda que não está previsto que o Presidente dos EUA, Joe Biden,
anuncie novas restrições no âmbito do combate à pandemia, por causa da
nova variante, além da decisão já tomada na passada semana de restringir
a entrada de passageiros oriundos da África Austral.“Não devemos falar em bloqueios”, disse o conselheiro da Casa Branca, acrescentando que não há nenhum motivo para pânico.“Devemos,
isso sim, estar preocupados. E a nossa preocupação deve estimular-nos a
tomar as decisões que consideramos eficazes”, esclareceu Anthony Fauci.A Covid-19 provocou pelo menos 5.197.718 mortos mortes em todo o mundo,
entre mais de 260,81 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas
desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência
France-Presse.