Estados Unidos e China voltam a negociar questões comerciais por telefone
24 de dez. de 2018, 11:06
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o
ministério informou que a conversa decorreu na passada sexta-feira, a
nível vice-ministerial, e permitiu um "profundo intercâmbio de
opiniões", sobre o desequilibro no comércio e proteção da propriedade
intelectual.O
Ministério assegurou que os dois países alcançaram "novos progressos",
sem avançar com mais detalhes, e que definiram os assuntos a abordar nos
próximos diálogos e visitas mútuas.Trata-se
da segunda conversa por telefone, a nível de vice-ministros, desde que
os presidentes dos EUA e China, Donald Trump e Xi Jinping,
respetivamente, acordaram um 'armistício' de 90 dias, em 01 de dezembro
passado, para tentar pôr fim à guerra comercial entre os dois países.Desde
então, a China baixou as taxas alfandegárias sobre veículos importados
dos EUA e recomeçou a comprar soja do país. Trump suspendeu o aumento,
de 10% para 25%, nas taxas alfandegárias sobre 200.000 milhões de
dólares (175.000 milhões de euros) de bens chineses.Em
causa está a política de Pequim para o setor tecnológico, nomeadamente o
plano "Made in China 2025", que visa transformar o país numa potência
tecnológica, com capacidades em setores de alto valor agregado, como
inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.Os
EUA consideram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola
os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar
empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios
às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa. Washington teme ainda perder o seu domínio industrial para um rival estratégico em ascensão.