Estados Unidos abatem mais um objeto voador não identificado no norte do país
13 de fev. de 2023, 08:55
— Lusa/AO Online
O
Presidente norte-americano, Joe Biden, ordenou o abate do objeto "por
precaução" e várias fontes militares, citadas por agências
internacionais, garantiram que a ação deste objeto ainda por identificar
não apresentava qualquer ameaça ao nível terrestre.O
objeto voador abatido é o terceiro em três dias, depois de outros dois
terem sido estilhaçados no espaço aéreo da América do Norte, um sobre o
Alasca, e outro no Canadá, a que se junta um outro, maior e alegadamente
de origem chinesa.Segundo escreveu o
congressista Jack Bergman na rede social Twitter, citado pela agência
Efe, a operação que redundou no abate do objeto aconteceu a grande
altitude, por cima da zona dos Grandes Lagos, perto da fronteira com o
Canadá, no norte dos EUA, e deu-se depois de o espaço aéreo nesta região
ter sido fechado, e depois reaberto, hoje à tarde.Este
congressista do Partido Republicano (na oposição) agradeceu a "ação
decidida" dos pilotos de combate, mas sublinhou que a população "merece
muitas mais respostas" do que aquelas que têm tido até agora sobre estes
episódios.Não são conhecidos mais
detalhes sobre este objeto e há pouca informação sobre os últimos dois
que foram derrubados na sexta-feira e no sábado, quando ainda se tentam
recuperar os destroços, mas o líder democrata no Senado, Chuck Summer,
disse que as autoridades acreditam que ambos são balões, mas mais
pequenos que o alegado balão espião chinês intercetado na semana
passada.O facto de voarem a 12 mil metros de altitude representava um "perigo" para a aviação comercial, argumentou o senador.O
objeto abatido no sábado por cima da região de Yukon, no Canadá, foi
descrito por duas fontes norte-americanas citadas pela agência
Associated Press (AP) como bastante mais pequeno que o balão abatido em
04 de fevereiro, que tinha o tamanho de três autocarros, e o objeto
abatido na sexta-feira nos céus do Alasca era mais cilíndrico, sendo
descrito como uma espécie de aeronave.De
acordo com estes dois oficiais militares norte-americanos que falaram à
AP sob anonimato, os dois mais recentes objetos voadores abatidos eram
bem mais pequenos que o alegado balão espião chinês, eram também de
aparência diferente e voavam a uma altitude mais baixa, não parecendo
fazer parte dos aviões ou aeronaves chineses de vigilância que os EUA
dizem que operavam em mais de 40 países pelo menos desde o tempo da
presidência de Donald Trump, entre 2017 e 2021.A
deteção e abate destas aeronaves acontece no meio de uma crise
diplomática entre Washington e Pequim, com os EUA a acusarem a China de
desenvolver um programa de balões espiões que já sobrevoaram mais de 40
países em cinco continentes.A China, por
seu lado, diz que o balão derrubado pelos Estados Unidos era um aparelho
meteorológico que se desviou do rumo original por razões de força
maior.