Estado Islâmico destruiu 80 locais arqueológicos e 90 santuários no Iraque
8 de nov. de 2017, 19:34
— Lusa/AO online
Em
conferência de imprensa promovida pela UNESCO, empenhada em proteger e
recuperar as antiguidades iraquianas, o ministro iraquiano destacou que
os ‘jihadistas’ realizaram "uma operação de limpeza cultural", mantendo
sob controlo mais de quatro mil locais arqueológicos. Friad
Ruandzi acrescentou que o grupo extremista EI dinamitou alguns dos
locais, danificaram outros e roubaram peças, para as vender, com o
propósito de recolherem fundos para as atividades terroristas.Entre
os locais arqueológicos alvo do grupo extremista, o ministro destacou o
museu de Mossul, cidade do norte de Iraque, e a província de Al Anbar,
no oeste do país, além de igrejas e mesquitas e mesmo manuscritos
antigos. Peças
dos séculos VIII e VII antes de Cristo, da província da capital Assíria
de Nínive, conservadas no Museu da moderna Mossul, foram destruídas
pelos "jihadistas" em 2015 com brocas e martelos, bem como as portas e
as muralhas da antiga cidade que o EI fez explodir. Datado
do século XIII antes de Cristo, o local arqueológico de Nemrod, situado
a 30 quilómetros no sudeste de Mossul, sofreu também danos em quase 90
por cento das ruínas.O templo de Nabu e dois touros alados assírios de alto valor foram igualmente dinamitados.