Estado australiano de Victoria levanta recolher obrigatório após quase dois meses
Covid 19
28 de set. de 2020, 08:15
— Lusa/AO Online
Nas últimas 24 horas, aquele estado
australiano, cuja capital é Melbourne, registou apenas cinco novos casos
de coronavírus, o valor mais baixo desde 12 de junho, além de três
mortes, informaram as autoridades.Victoria
registou um novo surto da doença no final de junho, obrigando ao
confinamento em 08 de julho e ao encerramento da fronteira com o estado
vizinho de Nova Gales do Sul.Na sua origem
terão estado violações das regras de segurança nos hotéis designados
para realizar a quarentena obrigatória de viajantes vindos do
estrangeiro.De acordo com a imprensa
local, os seguranças terão deixado os viajantes sair dos quartos ou
mesmo tido relações sexuais com pessoas em quarentena.O
executivo de Victoria saudou a redução do número de casos e garantiu o
levantamento progressivo das restrições, caso esta tendência se confirme
nos próximos dias. A partir de hoje, os setores da construção e das indústrias transformadoras vão retomar as atividades, anunciou o governo. As creches também reabriram e as cerimónias religiosas vão poder ser organizadas para um público reduzido.Apesar
do fim do recolher obrigatório noturno, em vigor desde o início de
agosto, os residentes naquele estado australiano vão continuar sujeitos a
medidas restritivas, com circulação limitada a um raio de cinco
quilómetros para uma série de atividades claramente definidas, incluindo
exercício físico e compras de bens alimentares.As
lojas não essenciais continuam fechadas e os restaurantes só podem
servir comida de 'take-away', o que tem causado protestos no setor da
restauração.As autoridades também
anunciaram que passam a ser permitidos encontros até ao limite de cinco
pessoas provenientes de dois agregados familiares, no máximo. Desde o início da pandemia, a Austrália registou 27 mil casos e 875 mortes, a esmagadora maioria com origem em Victoria.A
pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de
33 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito
pela agência de notícias France-Presse (AFP).A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.