Estádio Bessa penhorado pelas Finanças

Futebol

8 de ago. de 2008, 18:51 — Lusa/AO online

Segundo o sítio na Internet da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI), o recinto remodelado para acolher o Euro2004 de futebol, designado por "fracção A", está no mercado por um valor mínimo de valor mínimo de 28,317 milhões de euros.     Os eventuais interessados têm até à manhã do dia 20 de Novembro de 2008, altura em que serão escrutinadas as eventuais propostas de compra, num processo que decorre na repartição de finanças do 4º bairro fiscal da Cidade Invicta.     As outras fracções à venda, designadas por "I", "J", e "K", e correspondentes a edifícios de um, dois e quatro pisos, sendo dois destinados a comércio, restauração, hotelaria e outros serviços, têm valores mínimos de 205.172,89 euros, 599.352,34 euros e 325.846,59 euros, respectivamente.     O Boavista, a atravessar uma grave crise económica e directiva desde há largos meses, depois da saída da presidência da família Loureiro, foi entretanto despromovido à Liga de Honra (Liga Vitalis) no seguimento do chamado processo "Apito Final", por coacção sobre árbitros de futebol.     O valor exacto das dívidas do Boavista ao Fisco não é conhecido, sabendo-se que é superior a cinco milhões de euros.     Já em Dezembro de 2007, após a renúncia ao mandato por parte do presidente João Loureiro, sucessor de Valentim, seu pai, ao "leme" do clube, o processo de venda em hasta pública dos direitos desportivos (passes) de sete atletas "axadrezados" não motivou qualquer interessado.     Na altura, a penhora dos passes dos futebolistas foi originada por dívidas num valor de 1,18 milhões de euros, em IVA, IRS, IRC e Imposto de Selo, mas, perante a ausência de compradores, seguiu-se a venda por negociação particular.     Entretanto, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou quinta-feira que o Boavista apresentou uma declaração do IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e Investimento), comprovando um Processo Extra-judicial de Conciliação para pagamento de dívidas ao Fisco e à Segurança Social, um dos pressupostos para o clube poder competir no segundo escalão e que cessou o impedimentos de inscrição de jogadores.