“Está na hora de a ANA fazer os investimentos” no aeroporto de Lisboa
15 de fev. de 2023, 06:37
— Lusa/AO Online
“Este
investimento [novo sistema de controlo de tráfego aéreo] juntamente com
processos que estamos a tratar com a Força Aérea, no sentido de
descongestionar e libertar espaço aéreo na área de Lisboa, permitem
melhorar a operação e permitem também criar condições para que a ANA
cumpra o seu contrato de concessão e execute, com a maior brevidade
possível, as obrigações de investimento específicas que constam do anexo
nove e também as obrigações genéricas do seu contrato de concessão, em
que basicamente a Ana está obrigada a fazer investimentos necessários
para acompanhar a procura”, disse aos jornalistas o ministro das
Infraestruturas, João Galamba.O governante
falava aos jornalistas à margem da cerimónia de inauguração do sistema
de gestão de tráfego aéreo Topsky e da sala de operações de controlo de
tráfego aéreo, no Centro de Controlo de Tráfego Aéreo de Lisboa, da NAV
Portugal.“Muitas vezes a ANA dizia que não
fazia os investimentos [no aeroporto de Lisboa] sem a resolução destes
problemas. Estamos a resolver os problemas, está na hora de a ANA afazer
os investimentos”, vincou o ministro.João
Galamba explicou que estão a ser discutidas com a Força Aérea “questões
de espaço aéreo” e também “pequenas melhorias no espaço físico”.O
ministro sublinhou que o Aeroporto Humberto Delgado “continuará a ser,
durante os próximos tempos, o único” aeroporto em Lisboa, e, por isso,
“importa, obviamente, melhorar, na medida do possível, a operação”, não
tanto em termos de aumento de capacidade, mas de redução dos atrasos.“Muitos
dos constrangimentos operacionais e os famosos atrasos da TAP devem-se,
sobretudo, a dificuldades e constrangimentos existentes no aeroporto de
Lisboa”, lembrou Galamba.O projeto
Topsky, comum a mais outros seis países e coordenado pelo Eurocontrol,
foi apresentado pela NAV em 2019 e prevê um investimento de 103,8
milhões de euros, dos quais 5,56 milhões para obras e reabilitação total
da sala com o objetivo substituir o antigo sistema, LISTAM, em
utilização desde 2001.O administrador da
NAV Portugal Pedro Ângelo assinalou, no discurso durante a cerimónia,
que se trata de um “enorme salto tecnológico” e que estão já a ser
preparados novos projetos, como as novas torres em Cascais, Madeira e
Lisboa, “todas a ser equipadas com o novo sistema Topsky Tower, em
desenvolvimento”.O presidente executivo
(CEO) da ANA – Aeroportos de Portugal disse, em 09 de dezembro,
acreditar que as obras no aeroporto de Lisboa, que vão permitir aumentar
a eficiência, num investimento de 200 a 300 milhões de euros, podem
avançar no final de 2023. Thierry
Ligonnière avançou estas informações durante o 47.º Congresso Nacional
da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), em
Ponta Delgada, São Miguel, nos Açores.“O
projeto desta primeira fase da expansão do aeroporto de Lisboa – que não
é uma expansão de capacidade, porque isso implica licenciamento
ambiental – […] coloca em cima de mesa a exequibilidade do aumento de
capacidade no aeroporto de Lisboa”, disse o responsável.“É
um projeto de 200 a 300 milhões de euros que conta com a criação de uma
nova placa de estacionamento com possibilidade de colocar os aviões em
contacto com a infraestrutura […], permite também expandir o Terminal 1
para Sul com mais de dez portas de embarque para termos assim o embarque
e o desembarque através das pontes telescópicas”, afirmou. “Isto é um
salto importante no aeroporto de Lisboa”, sublinhou o CEO.